Cavaliere critica perdão judicial a Monique Medeiros por morte de Henry e mantém demissão da rede municipal Prefeito do Rio usou as redes sociais para dizer que manterá a decisão de deixar a mãe da criança fora dos quadros da Secretaria Municipal de Educação. 'Causa certa perplexidade a decisão da Justiça', escreveu. Cavaliere critica perdão judicial a Monique Medeiros por morte de Henry. Prefeito do Rio usou as redes sociais para dizer que manterá a decisão de deixar a mãe da criança fora dos quadros da Secretaria Municipal de Educação. 'Causa certa perplexidade a decisão da Justiça', escreveu Eduardo Cavaliere Eduardo Cavaliere é o prefeito mais jovem da história do Rio — Foto: Reprodução redes sociais "Causa certa perplexidade a decisão da Justiça de perdoar a pena de Monique Medeiros condenada pelo homicídio culposo do próprio filho, o menino Henry Borel. Uma criança inocente e indefesa, alvo de constantes agressões, que foi brutalmente torturada e assassinada dentro de casa pelo padrasto Jairinho condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão. Tudo na presença da mãe", escreveu. Já Monique Medeiros teve a acusação de homicídio doloso desclassificada pelos jurados, que entenderam haver negligência em sua conduta e a condenaram por omissão em relação à tortura sofrida pelo filho. A pena fixada foi de 1 ano e 4 meses de detenção, mas a juíza Elizabeth Machado Louro determinou o cumprimento em regime aberto. Júri condena Jairinho por homicídio qualificado e tortura no caso Henry Afastamento seguido de demissão O processo da Secretaria de Educação avaliou a conduta da docente. "Decisão judicial não se discute, se cumpre. Independentemente disso, quero informar que a decisão da Prefeitura do Rio de manter Monique Medeiros fora de seus quadros está integralmente mantida", informou Caveliere. "Enquanto prefeito, pai e cidadão, farei de tudo para assegurar que as salas de aula sejam um ambiente não só de aprendizado, mas de proteção e respeito às nossas crianças. E não medirei esforços para garantir que esta ex-servidora jamais retorne aos quadros da Prefeitura", acrescentou. O prefeito ainda afirmou em sua postagem que "essa é a única decisão possível capaz de proteger a comunidade escolar do Rio de Janeiro e que preserva os direitos garantidos pela Justiça a Monique". "Que ela siga sua vida com um trabalho digno e honesto. Mas longe das salas de aula da rede municipal", escreveu o Cavaliere. LEIA TAMBÉM: Durante julgamento, Monique Medeiros lê a caderneta de vacinação de Henry Borel — Foto: Brunno Dantas/TJRJ