A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou, até 30 de Maio deste ano, 2921 incêndios florestais, enquanto no mesmo período de 2025 foram registados 795; efectuou ainda 109 detenções e mais de 11.800 sinalizações de terrenos por falta de limpeza.Segundo avançou à Lusa a GNR, no âmbito da operação Floresta Segura, até 30 de Maio, foram registadas “2921 ocorrências de incêndio rural, em comparação com 795 ocorrências no período homólogo de 2025”.Relativamente à área ardida, arderam “10.501,1 hectares, comparativamente com 3673,4 hectares no período homólogo do ano transacto”, referiu a força de segurança, acrescentando que, até ao fim de Maio, “foram registados 68 autos de contra-ordenações a queimadas ilegais, bem como 141 autos de contra-ordenações a queimas e fogueiras diversas (dados provisórios), tendo sido detidas 109 pessoas”.Em comparação, até 30 de Maio de 2025, tinham sido “registados 43 autos de contra-ordenações a queimadas ilegais e 123 autos de contra-ordenações a queimas e fogueiras diversas, tendo sido detidas 19 pessoas neste âmbito”.Na gestão de combustível, para prevenção de fogos rurais, a GNR “realizou 8548 sinalizações de terrenos para serem limpos”, enquanto no mesmo período do ano passado “foram realizadas 10.417 sinalizações”, números até 30 de Maio, mas que se reportam ao final de Abril.Nas sinalizações por distrito, Leiria lidera com 1908 (2606 até 30 de Abril de 2025), seguido de Bragança com 1213 (1162), Santarém com 667 (941), Viseu com 526 (798) e Coimbra com 501 (818), enquanto Évora é o menos sinalizado, com 43 terrenos (51 em 2025).No entanto, apesar de as sinalizações relacionadas com a gestão de combustíveis serem menores este ano, a GNR teve “um reforço” da sua actividade no âmbito da tempestade Kristin, nos distritos de Leiria, Castelo Branco, Coimbra e Santarém, que resultou em “à volta de 3100 monitorizações” até 30 de Abril de “carga combustível que não foi recolhida dos terrenos”, afirmou em Maio fonte da força de segurança.Em relação às sinalizações nas áreas afectadas pela tempestade Kristin, a GNR sugeriu contactar directamente o Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), em Leiria, que integra a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), a GNR e as Forças Armadas.Ainda assim, embora os dados relativos aos quatro distritos sejam reportados pelo CIPO, fonte da GNR salientou que a força de segurança registou até 30 de Maio “cerca de 3300 sinalizações” de carga combustível por recolher, o que, juntamente com as 8548 registadas no resto do país, eleva para pelo menos 11.848 os terrenos por limpar.Na sequência das acções, o Serviço da Protecção da Natureza e do Ambiente (Sepna) da GNR remeteu os ficheiros de georreferenciação com as áreas por limpar para os municípios e para as entidades gestoras de infra-estruturas para a regularização da situação, apesar de os prazos para limpeza ainda decorrerem.O prazo para os trabalhos de gestão de combustível na rede secundária, no âmbito das medidas de prevenção de incêndios rurais, foi prolongado pelo Governo até 30 de Junho, para todo o território nacional, após numa primeira fase apenas vigorar nos concelhos abrangidos por declaração de calamidade, devido às tempestades de Janeiro e Fevereiro.