A família de um apostador compulsivo acusa a empresa Betfair de usar ferramentas para mantê-lo viciado em bets, o que teria contribuído para seu suicídio, argumentaram advogados em um julgamento histórico que está sendo realizado em Londres.

Parentes de Luke Ashton estão processando a Betfair na Alta Corte de Londres e querem uma indenização milionária, alegando que a empresa o incentivou ativamente a apostar mesmo quando suas perdas totais dispararam para mais de 22 mil libras (R$ 149,68 mil).

Para isso, a Betfair teria liberado apostas grátis e promoções a Ashton, o que que agravaram seu vício antes de ele tirar a sua própria vida.

Advogados afirmaram que o caso pode remodelar a indústria de apostas online. Há muito tempo, os tribunais ingleses defendem a autonomia pessoal, estabelecendo que as casas de apostas não têm dever legal geral de proteger adultos de suas próprias escolhas.

No entanto, a família Ashton argumenta que as operadoras podem ser responsabilizadas quando incentivam proativamente usuários vulneráveis. Eles pedem uma indenização de 846,48 mil libras (R$ 4,29 milhões) da Betfair, que pertence à Flutter, listada na Bolsa de Nova York.