Como os humanos, a maioria dos peixes é diurna, o que significa que dormem sobretudo à noite. E, assim como nós, quando cochilam, eles ficam imóveis e demoram a responder a estímulos ambientais. Além disso, se forem privados de sono, compensarão a perda dormindo mais na noite seguinte.

Um novo estudo, publicado no mês passado na revista Nature Communications, mostrou quanto o sono dos peixes se assemelha ainda mais ao nosso.

Ao rastrearem os movimentos oculares de peixes-zebra, os pesquisadores conseguiram identificar quatro subestados de sono, semelhantes aos estágios que os cientistas descreveram em humanos.

"Há uma complexidade na estrutura do sono deles", disse Jennifer Mengbo Li, coautora do estudo e neurocientista do Instituto Max Planck de Cibernética Biológica, na Alemanha.

Três dos quatro subestados ocorrem à noite, durando ao todo dez horas.