Desde que Joëlle Rotsaert abriu sua segunda clínica de estética em Londres, há 18 meses, a demanda explodiu. Entre os clientes estão muitos funcionários de empresas de serviços financeiros vizinhas, que fazem botox na hora do almoço. "É como um pequeno mimo."
Na região ao redor do distrito finaceiro de Londres, Rotsaert diz que estão surgindo "cada vez mais" clínicas, visando a demanda crescente por tratamentos não invasivos, como botox e preenchimentos.
Mudanças nas expectativas sobre a aparência no ambiente de trabalho e a normalização de procedimentos estéticos estão aquecendo o setor de "retoques". Agora, profissionais bem remunerados enfrentam um mercado de trabalho competitivo, escrutínio em chamadas de Zoom e papadas flácidas causadas por medicamentos para perda de peso.
Matt Gillson, diretor sênior de varejo no Reino Unido do grupo de serviços imobiliários CBRE, afirma que o setor de bem-estar —que inclui academias, serviços de diagnóstico e clínicas de estética— é agora "o maior impulsionador da demanda por locação" em regiões comerciais, "com Londres sendo um ponto de destaque devido à densidade de consumidores abastados e preocupados com a saúde".
Ele acrescenta que "clínicas de estética são uma das categorias de crescimento mais rápido dentro do setor e estão buscando ativamente localizações em áreas comerciais", já que visibilidade, proximidade e conveniência fazem a diferença para atrair clientes, assim como acontece com academias e cafeterias.









