Durante anos, os visitantes da sede da BYD em Shenzhen, a maior fabricante de veículos elétricos do mundo, assistiram a uma demonstração de segurança impressionante. Diante de uma cabine com vidro blindado, uma broca perfurava uma bateria veicular convencional, que imediatamente explodia em chamas. Em seguida, uma das baterias Blade, marca registrada da BYD, passava pelo mesmo processo, sem sofrer nenhuma explosão.
A BYD foi construída em torno das baterias. E seu fundador, Wang Chuanfu, ergueu o império automotivo utilizando a mesma integração vertical rígida que garantiu o sucesso de seus componentes. Esse modelo engloba desde a operação de usinas próprias de processamento de lítio até o treinamento de modelos de inteligência artificial. No último dia 28 de maio, Wang apresentou um chip desenvolvido internamente, que ele apontou como o mais potente do mundo no contexto dos carros autônomos.
Com menos intermediários nas negociações, a BYD conseguiu conter os custos de produção no momento em que os concorrentes viam suas despesas disparar. A estratégia permitiu o lançamento de modelos compactos de alta qualidade e baixíssimo custo, como o Seagull (comercializado no Brasil como Dolphin Mini), vendido na China por cerca de US$ 10 mil (R$ 51,5 mil).












