Três meses sem ver o sol. Quatro meses sem ver humanos. Seis meses presa no gelo. Oito meses de inverno groenlandês. Tudo sozinha.
Tamara Klink, 29, diz não ter medo da solidão. Depois de enfrentar milhares de quilômetros pelas águas do oceano Atlântico navegando só, ela resolveu encalhar de propósito no mar do Ártico.
Em seu novo livro, "Bom Dia, Inverno", ela relata sua experiência de invernagem: navegar até um dos pontos mais frios do planeta, na Groenlândia, e esperar o mar congelar ao seu redor, passando o inverno todo com o barco preso no gelo.
Foram anos de preparação para realizar o sonho de infância, nascido de ouvir as histórias que o pai, o navegador Amyr Klink, contava sobre a sua invernagem (na Antártida, em 1989).
"O maior desafio não é saber tudo que é preciso levar, nem treinar para todos os problemas possíveis. É descobrir qual é o mínimo necessário —em termos de competência, de recursos, de força física", diz ela.










