Amada por todos ou quase, a batata frita vive dois momentos aparentemente contraditórios: ao mesmo tempo em que se populariza cada vez mais nas cozinhas caseiras, torna-se artigo de luxo nos restaurantes.

Isso porque batata frita não é tudo a mesma coisa. Existem batatinhas e batatinhas.

Só uma delas é responsável pelo fenômeno atual: a batata industrializada, congelada, pré-frita. Em duplinha com a air fryer, ela invadiu lares: o preparo é limpo, fácil, rápido e à prova de maus cozinheiros.

Sou usuário e entusiasta, sem reservas, no âmbito doméstico; nos restaurantes, sinto que a batata industrializada provocou um desastre sem precedentes.

Hoje quase só se encontra batata frita de verdade, feita com aquela batata que você compra toda suja de terra na feira, em restaurante metido —e olhe lá.