Eleições 2026
O que Donald Trump quer do Brasil? A resposta mais óbvia é um governo “dócil” à estratégia de segurança nacional da Casa Branca. Lançada em dezembro de 2025, essa doutrina trata o Hemisfério Ocidental como área preferencial de influência dos Estados Unidos — uma versão atualizada, e mais agressiva, da velha ideia de quintal americano. Mas, como materializá-la no Brasil? Jogar por Flavio Bolsonaro na eleição? Ou manter o presidente Lula por perto?
Compreender Trump tem sido um desafio para o Palácio do Planalto desde a volta do americano ao poder, em janeiro de 2025. A segunda etapa do tarifaço e a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, decisões recentes de Washington, embaralharam ainda mais a leitura em Brasília. “É um jogo de xadrez”, resume um colaborador presidencial.
O problema é que Trump joga esse xadrez aos solavancos. Seu comportamento errático o leva, às vezes, a grandes erros de cálculo. A guerra contra o Irã, em parceria com Israel, é um exemplo. Ele pode ter imaginado um desfecho rápido, semelhante ao obtido na Venezuela com a captura de Nicolás Maduro. Não foi o que ocorreu. A guerra se prolongou, encareceu o petróleo e pressionou a inflação nos Estados Unidos. Trump chegou a 34% de aprovação, um de seus piores índices.














