Cem escolas municipais do Rio de Janeiro participam desde o início de maio de projeto-piloto para livrar seus alunos do ensino fundamental 2 do excesso de tempo nas telas e da influência desmedida das redes sociais.

Eles se juntaram a estudantes do Reino Unido e dos Estados Unidos que estão testando a plataforma Nomo, iniciativa pioneira criada pelo economista brasileiro Leonardo Bursztyn, professor da Universidade de Chicago.

O app coloca um desafio gamificado para cada usuário e também para classes em escolas parceiras: aquele estudante ou turma que passar menos tempo no celular ganha pontos, chamados de "momentos", que podem ser trocados por ingressos de cinema, cupons em lojas, o plantio de uma árvore ou assinaturas de aplicativos educativos, como Duolingo.

"Não é uma ferramenta de controle, mas de incentivo", define Bursztyn, radicado nos EUA há 15 anos e CEO da Nomo, startup de bem-estar digital. "No app Nomo, os alunos competem entre si e se unem para superar outras turmas, todos numa corrida para reduzir o tempo gasto nas redes sociais. E ganham recompensas por isso, individualmente e em grupo."

O nome da platafoma é um contraponto ao termo Fomo (Fear of Missing Out), o medo de ficar de fora em tradução literal. Nomo, que siginifca "No Missing Out", é um convite a não perder a vida real.