Pelo menos 330 mil alunos da rede pública de educação de cinco estados do país já tiveram em sala de aula um professor trainee. Eles fazem parte de uma rede que já capacitou mil profissionais, de diferentes áreas do conhecimento e que sonham em melhorar as escolas brasileiras.
A iniciativa é da organização Ensina Brasil, presente em 63 países, que completa uma década neste ano e dá suporte, por dois anos, para que aspirantes a professores ampliem seus conhecimentos e ajudem a alavancar a qualidade de escolas públicas do país, principalmente as de regiões mais vulneráveis socialmente.
Os trainees, em geral, são recém-formados egressos majoritariamente de universidades públicas brasileiras e foram atraídos pelo espírito de transformar realidades educacionais. De acordo com a organização, 70% são de carreiras não diretamente ligadas à educação.
Os destaques são para os graduados em engenharias (21%), biologia (11%), administração (6%), direito (5%) e relações internacionais (4%). Dos 117 mil inscritos ao longo dos anos, 54% eram mulheres e a média de idade ficou em 25 anos.
Como há uma interligação em rede, os suportes dados no treinamento são de fontes vindas de experiências de várias partes do mundo. Os aprendizes recebem aulas como autoconhecimento e autodesenvolvimento, autogestão e bem-estar, ensino-aprendizagem, comunicação e empatia, rede e comunidade, diversidade, equidade e inclusão, inovação e tecnologia, gestão de projetos, ecossistema educacional brasileiro, carreira e profissionalismo.








