PUBLICIDADE As duas medidas recomendadas por agência de comércio do governo Trump ainda serão alvo de consulta pública antes de entrarem em vigor, o que só deve acontecer no mês que vem O presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva: nova tensão entre os dois líderes foi criada por tarifaço — Foto: Saul Loeb/AFP e Brenno Carvalho/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 22:08 Brasil busca reverter tarifas dos EUA sobre produtos nacionais após decisão de Trump O governo Lula enfrenta desafios com a iminente taxação dos EUA sobre produtos brasileiros, proposta pela administração Trump. As medidas, baseadas na Seção 301 da Lei de Comércio, incluem tarifas de 25% e 12,5%. O governo brasileiro acredita ser mais viável reverter a tarifa de 25% através de negociações, já que a de 12,5% afeta vários países. A decisão final ocorrerá após consulta pública prevista para o próximo mês. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula Silva avaliam que será mais fácil reverter, por meio de negociações com autoridades americanas, a eventual taxação de 25% sobre produtos brasileiros do que a de 12,5% anunciada nesta quarta-feira. As duas são resultados de investigações realizadas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos que basearam um novo tarifaço do presidente do país, Donald Trump, sobre produtos exportados pelo o Brasil. A primeira foi aplicada em uma apuração com foco exclusivo no Brasil com críticas a várias supostas práticas desleais que concluiu que determinados atos, políticas e práticas do governo do país são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem" o comércio dos Estados Unidos. A avaliação do governo brasileiro é que, como a sugestão de taxação relativa a trabalho forçado atinge países inclusive alinhados aos Estados Unidos como a Argentina, seria difícil obter um acordo para livrar o Brasil. Há ainda um entendimento que o governo Trump usa essa taxação para recompor sua política tarifária após a decisão da Suprema Corte dos EUA em fevereiro deste ano de derrubá-las. Essa taxação relacionada ao trabalho forçado, porém, pode servir de argumento nas negociações para impedir a aplicação da tarifa de 25%. Na mesa de negociação, os representantes do governo podem dizer que o país já está submetido à tarifa de 12,5% e não precisaria de uma nova taxação. As duas medidas ainda serão alvo de consulta pública antes de entrarem em vigor, o que só deve acontecer no mês que vem. O governo também avalia incluir nas negociações com os Estados Unidos a possibilidade de ampliar a abertura do mercado brasileiro a produtos americanos, como equipamentos da área de saúde e equipamentos do setor de tecnologia.
Novo tarifaço nos EUA: governo Lula traça estratégia e vê mais chance de barrar taxa de 25% do que sair da lista de 12,5%
As duas medidas recomendadas por agência de comércio do governo Trump ainda serão alvo de consulta pública antes de entrarem em vigor, o que só deve acontecer no mês que vem















