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Nos últimos dez anos, temos assistido a um ressurgimento da poesia como mote para recitais e espectáculos – e disso já se falou em mais do que uma destas crónicas. E esse movimento não parou, pelo contrário. Acabámos de assistir, no Maria Matos, a um bom exemplo da união entre poesia e música, com Amélia Muge e Filipe Raposo num recital de homenagem a Lídia Jorge, Assim a Casa Seja; e está anunciado para 17 de Junho no Porto (na Casa da Música) e 1 de Julho em Lisboa (no São Luiz) um espectáculo que une em palco dois dos irmãos Moutinho, Pedro e Helder (o terceiro é Camané), intitulado Os Poetas Convidados, que celebra o recurso à obra de poetas nos meios fadistas (que muito passou por Amália), trazendo para o fado David Mourão-Ferreira, Alexandre O’Neill, Pedro Homem de Mello, José Carlos Ary dos Santos, Pedro Tamen, e depois Manuela de Freitas, Maria do Rosário Pedreira, Vasco Graça Moura, Amélia Muge ou João Monge.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.










