P3C: Novo ciclo de concessões exige estruturaçãoGabriel Ribeiro Fajardo, diretor de Concessões e Parcerias da CODEMGE, fala sobre os desafios para consolidar a nova fase da infraestrutura. Crédito: Imagens: Léo Souza e Deividi Correa/Edição: Laís NagayamaGerando resumoA Equatorial foi confirmada como investidora de referência da privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) após a desistência do consórcio formado por sócios da Aegea, conforme antecipou o Estadão/Broadcast. Por meio da Gerais Saneamento, o grupo ficará com 30% da estatal mineira em uma operação estimada em cerca de R$ 5,6 bilhões.A definição do investidor estratégico foi anunciada pela Copasa na noite desta quarta-feira, 3. A oferta saiu a R$ 49,03 por ação, correspondente a R$ 5.593.142.406,63 pela totalidade das Ações da Alocação Prioritária. O valor final por ação ficou 3,08% acima do valor mínimo.A definição do investidor estratégico foi anunciada pela Copasa na noite desta quarta-feira, 3 Foto: Adobe StockCom a operação, a participação do governo de Minas cai de 50% para 5%; a fatia de ações em circulação no mercado (“free float”) salta de 49,6% para 64,6%; e se mantém uma participação minoritária de 0,4% de outros acionistas (veja imagem).A participação do governo de Minas Gerais na Copasa cai de 50% para 5% Foto: Copasa/DivulgaçãoPUBLICIDADECom o negócio, a Equatorial passa a ser acionista de referência das duas maiores companhias de saneamento do País. Desde junho de 2024, o grupo detém 15% da Sabesp, participação adquirida por quase R$ 7 bilhões durante a privatização da companhia paulista.A Copasa está entre os principais ativos ainda sob controle estatal no setor de saneamento brasileiro. Presente no segundo Estado mais populoso do País, a companhia opera em 636 municípios e atende cerca de 75% das cidades mineiras. A cobertura de abastecimento de água supera 99%, enquanto a de esgotamento sanitário alcança 80,4%.ProcessoPrevista inicialmente para o primeiro trimestre de 2026, a privatização só foi lançada em 21 de maio, após a aprovação do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG). Com a rejeição das propostas apresentadas na primeira rodada, o governo mineiro decidiu retomar o processo e fixou um preço mínimo de R$ 47,23 por ação para as propostas vinculantes.PublicidadeNa ocasião, um dos participantes foi a Livorno Participações, plataforma de investimentos formada por Equipav, o fundo soberano de Singapura GIC e Itaúsa, com 33% de participação cada, além da própria Aegea, que detém 1%. Na nova etapa, porém, o grupo optou por não apresentar proposta.Para viabilizar a operação, a Equatorial fechou acordos com Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Itaú Unibanco para emissão de carta de fiança bancária de até R$ 7 bilhões.A etapa seguinte da privatização será a oferta de ações ao mercado, que poderá movimentar cerca de R$ 3 bilhões adicionais. A precificação está prevista para o próximo dia 11.Leia tambémSetor de saneamento discute reajustes por causa de efeitos da guerra no Oriente MédioEspanhola Acciona arremata PPP da Paraíba sem concorrentes no 1º leilão de saneamento do anoSabesp fecha 2025 com investimentos de R$ 15,2 bilhões, crescimento de 120%A notícia da entrega da proposta da Equatorial impulsionou os papéis da Copasa. Após o leilão de fechamento desta quarta-feira na B3, as ações da companhia dispararam no pregão desta quarta-feira, com valorização de cerca de 13%, a R$ 60, maior preço de fechamento da história do papel. Já a Equatorial ON subiu 1,89%, na máxima diária de R$ 39,81. Publicidade