Após semanas de impasse, a Câmara dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (3) um projeto de lei que pode limitar os poderes de guerra do presidente Donald Trump e o obrigar a retirar as forças americanas do Irã ou obter aprovação do Congresso para continuar com a operação.

A resolução já estava a caminho de ser aprovada em maio, quando os líderes republicanos a retiraram abruptamente da pauta para evitar uma derrota constrangedora tanto para o partido quanto para o presidente.

O resultado é mais simbólico que prático, uma vez que, mesmo se aprovado no Senado, Trump tem o poder de vetar o texto. Para derrubar um veto presidencial, o Congresso precisaria de uma maioria de dois terços dos representantes —algo até então pouco provável.

A adoção da resolução seria uma repreensão a Trump e à sua condução da guerra, depois de ele ter repetidamente rejeitado qualquer esforço do Congresso para limitar seus poderes, enquanto o Partido Republicano em grande parte submeteu-se a ele repetidas vezes. Os republicanos haviam adiado a votação há duas semanas, reconhecendo que não tinham votos suficientes para derrotar a medida.

Desde então, não ficou evidente a movimentação orquestrada pelos partidos para conquistar apoiadores, mesmo com o conflito se arrastando e Trump pouco fazendo para encerrá-lo. Os líderes republicanos não poderiam mais adiar a votação para além desta segunda porque os democratas invocaram a Resolução de Poderes de Guerra, que exige a consideração de tais medidas dentro de um período limitado de tempo.