Pela primeira vez desde o início da guerra no Irã, o Senado dos Estados Unidos vai analisar em plenário uma resolução que limita os poderes do presidente Donald Trump de conduzir o conflito no Oriente Médio. Após sete derrotas, o Partido Democrata obteve nesta terça-feira (19) os votos necessários para avançar a proposta depois que um republicano passou a apoiar a medida.

Se for aprovado no Senado, o texto ainda precisa passar pela Câmara, onde o Partido Republicano também tem maioria. Por fim, a lei estaria sujeita a um veto de Trump, que só poderia ser derrubado pelo Congresso com uma maioria de dois terços dos deputados e senadores —algo extremamente improvável.

A medida que será analisada pelo plenário do Senado americano força Trump a interromper operações militares contra o Irã até que obtenha autorização do Legislativo para tanto. A Casa Branca argumentou inicialmente que o conflito não se tratava de uma guerra aberta e, portanto, não necessitaria de aprovação do Congresso.

Depois, o governo Trump disse se basear em uma cláusula regimental segundo a qual o presidente tem 60 dias para buscar apoio do Legislativo a fim de conduzir uma guerra. Quando esse prazo se esgotou, o Executivo passou a dizer que, com o cessar-fogo em vigor entre Washington e Teerã desde o dia 8 de abril, o prazo de 60 dias estava congelado.