Coffee ++, que duela na Justiça com a gigante Nestlé — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/06/2026 - 17:07 Justiça de MG proíbe Nestlé de usar a marca "Coffee+" no Brasil A 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou recurso da Nestlé, mantendo a proibição do uso da marca "Coffee+" no Brasil, devido à disputa com a mineira Coffee++. A decisão unânime reforça que Coffee++ possui registros legítimos, evitando confusão de consumidores. O tribunal rejeitou a alegação da Nestlé de que "Coffee+" seria apenas descritivo para cafés enriquecidos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve, por unanimidade, a liminar que proíbe a Nestlé de usar a marca “Coffee+” no Brasil. A Justiça rejeitou recurso apresentado pela multinacional suíça, que trava batalha judicial com a marca mineira de cafés especiais Coffee++ desde o fim do ano passado. A relatora do caso, desembargadora Maria Lucia Cabral Caruso, entendeu que a Coffee++ possui registros de marca válidos para o seu nome e suas variações e que o uso da marca “Coffee+” pela Nestlé poderia causar confusão entre os consumidores e enfraquecer a marca da companhia mineira. A liminar da primeira instância foi mantida por três votos a 0. O tribunal rejeitou a principal tese da Nestlé, segundo a qual a marca “Coffee+” seria mera expressão descritiva para indicar cafés enriquecidos com vitaminas. Como contou a coluna em março, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) restabeleceu os registros de marca da Coffee++ obtidos junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A decisão anulou liminar concedida em janeiro pela 12ª Vara Federal do Rio, que concordava parcialmente com os argumentos da Nestlé e suspendia os registros das marcas da Coffee++ apenas na relação entre a firma mineira e a suíça. Como a guerra começou As duas começaram a brigar depois que a Nespresso, da Nestlé, passou a vender um produto com nome similar, Coffee+, no Brasil e no exterior. Fundada em 2020 por Leo Montesanto, cuja família atua há décadas no ramo do café e comprou a Três Corações nos anos 1980, a Coffee++ reagiu notificando extrajudicialmente a Nestlé. A empresa mineira argumentava que já detinha o registro da marca havia cinco anos em 31 países e que investiu cerca de R$ 20 milhões na “consolidação de sua identidade visual”. A Nestlé respondeu com um processo na Justiça Federal contra a Coffee++ e contra o INPI, que concedeu as marcas.
Duelo do café: Justiça nega recurso à Nestlé na disputa com Coffee++
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