Atriz Nastassja Kinski pediu por anos para que imagens fossem excluídas; Wim Wenders pediu desculpas nesta quarta Diretor alemão Wim Wenders retirou o filme 'Movimento em Falso' de circulação por conter cena de nudez infantil — Foto: VALERY HACHE / AFP O diretor alemão Wim Wenders anunciou, nesta quarta-feira, que retirará de distribuição o seu filme "Movimento em Falso", que estreou em 1975, devido a uma cena na qual a atriz Nastassja Kinski, então com 13 anos, aparece sem blusa. "Hoje reconheço que Nastassja Kinski deveria ter sido melhor protegida", declara o cineasta em um comunicado em que pede desculpas à atriz, que há anos solicita que esta cena seja retirada. Nela, a alemã está deitada em uma cama e um homem se deita ao seu lado. No fim de maio, Kinski, de 65 anos, afirmou em uma entrevista ao jornal alemão Süddeutsche Zeitung que vem tentando há anos convencer Wenders, de 80 anos, a suprimir a cena. "Foi o meu primeiro filme, ele foi meu primeiro diretor e não me protegeu", destacou. "Embora aos 13 anos eu ainda não entendesse muitas coisas, já sabia que aquilo não era normal", acrescentou. Nastassja Kinski participou do filme "Movimento em Falso" aos 13 anos; trabalho com Wenders foi o primeiro da atriz — Foto: ANNE-CHRISTINE POUJOULAT / AFP O advogado da atriz, Christian Schertz, declarou nesta quarta-feira à AFP que o filme já deveria ter sido retirado de circulação "há muito tempo". "Além disso, lamento que isso só tenha sido feito como resultado da pressão pública", disse. A Fundação Wim Wenders, que detém os direitos de exploração do filme, dialogará com as instituições cinematográficas alemãs para encontrar "formas adequadas de tratar as obras cinematográficas polêmicas do século XX", anunciou o cineasta no comunicado. "Assim que este processo estiver concluído, mesmo que leve muito tempo, e quando tivermos conseguido apresentar uma solução aceita por todas as partes, incluindo Nastassja Kinski, voltaremos a disponibilizar o filme ao público", acrescentou. 8 lendas do cinema escolhidas pela IA 1 de 8 Marlon Brando — Revolucionou a atuação no século XX com naturalidade e profundidade inéditas. Ícone de Sindicato de Ladrões e O Poderoso Chefão. Duas vezes vencedor do Oscar. — Foto: Reprodução 2 de 8 Laurence Olivier — Mestre da técnica clássica e maior intérprete de Shakespeare no cinema. Uniu disciplina teatral e presença marcante em adaptações históricas. — Foto: Reprodução X de 8 Publicidade 8 fotos 3 de 8 Robert De Niro — Conhecido pela entrega total aos personagens e pelas parcerias com Scorsese. Atuações intensas em Taxi Driver, Touro Indomável e Os Bons Companheiros. — Foto: Patricia de Melo Moreira / AFP 4 de 8 Al Pacino — Dono de uma intensidade única, ficou marcado como Michael Corleone. Mescla vulnerabilidade e força em performances emocionais e memoráveis. — Foto: Reprodução X de 8 Publicidade 5 de 8 Daniel Day-Lewis — Perfeccionista e adepto da imersão completa nos papéis. Único ator com três Oscars de Melhor Ator, marcado por Lincoln e Sangue Negro. — Foto: Reprodução 6 de 8 Jack Nicholson — Carisma e irreverência definem seu estilo. Brilhou em Um Estranho no Ninho e eternizou a loucura intensa de O Iluminado. — Foto: Divulgação X de 8 Publicidade 7 de 8 Denzel Washington — Combina autoridade, emoção e magnetismo. Destaca-se em papéis de liderança e profundidade, como em Malcolm X. — Foto: Reprodução 8 de 8 Anthony Hopkins — Domínio técnico absoluto da voz e dos gestos. Seu Hannibal Lecter se tornou um dos personagens mais marcantes do cinema. — Foto: Reprodução X de 8 Publicidade Ferramenta destaca artistas cuja versatilidade, técnica e legado os colocam entre os maiores de todos os tempos Figura de destaque do cinema alemão, Wenders obteve, entre outros reconhecimentos, a Palma de Ouro em Cannes em 1984 por "Paris, Texas", com Kinski no elenco. Em fevereiro, como presidente do júri no Festival de Berlim, ele provocou polêmica ao afirmar que o cinema deve "manter-se à margem da política".