Acordo com o ICB previu a implantação do programa Steam Maker, que tinha como objetivo a transformação digital no sistema de ensino da capital federal Jim Caviezel interpretará Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse' — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 21:07 GDF Investe em Educação Digital enquanto PCDF Investiga Desvios em Filme de Bolsonaro O Governo do Distrito Federal firmou um acordo de R$ 5 milhões com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) para implementar o programa Steam Maker, visando a transformação digital no ensino. O contrato, inicialmente de R$ 4 milhões, foi ampliado em R$ 1 milhão e prorrogado até 2025. Paralelamente, a Polícia Civil investiga possíveis desvios de recursos públicos para a produção do filme “Dark Horse”, relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Secretaria de Educação do Distrito Federal firmou uma parceria no valor de R$ 5 milhões com a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligada à produtora do filme “Dark Horse”. O acordo foi formalizado no dia 22 de dezembro de 2023, durante o mandato do agora ex-governador Ibanêis Rocha (MDB). A contratação do ICB previu a implantação do programa Steam Maker, que tinha como objetivo a transformação digital no sistema de ensino da capital federal. A informação foi publicada inicialmente pelo Uol e confirmada pelo GLOBO. O programa visou integrar as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática (Steam) no currículo escolar “para desenvolver habilidades transdisciplinares nos alunos”. A aplicação da prática foi prevista para ocorrer em ambientes denominados “laboratório de criatividade inovador”, instalados nas escolas. A implementação, segundo o plano de trabalho, ocorreria em dezesseis unidades da rede básica. A contratação previa o fornecimento de equipamentos para o funcionamento do programa, como kits de robótica, impressoras 3D e computadores. Procurada pela reportagem, a secretária não respondeu. O valor inicial do contrato com o ICB foi de R$ 4 milhões. No entanto, um mês depois do acordo, foi liberado um aditivo de R$ 1 milhão. Também foi estendido o prazo de vigência do contrato, cujo fim foi prorrogado em um ano, passando de dezembro de 2024 para o mesmo mês de 2025. Operação contra produtora Nesta semana, a Polícia Civil deflagrou uma operação para apurar se os recursos públicos repassados pela Prefeitura de São Paulo à ONG Instituto Conhecer Brasil, contratada para instalar 5 mil pontos de wi-fi em vias públicas, foram desviados para custear a produção do filme “Dark horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O longa é produzido pela Go Up Entertainment, de Karina Ferreira da Gama, que também é dona do instituto contratado para implementar o programa de internet gratuita. A Operação Wi-Fi cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços residenciais de Karina, nas sedes do instituto e da produtora, e também na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia. A dona do instituto é aliada do deputado federal Mário Frias (PL-SP), roteirista do filme sobre o ex-presidente, que chamou a atenção pelas cifras vultuosas reveladas nas conversas em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) cobrava patrocínio de Daniel Vorcaro, do Master. No documento em que pede a quebra de sigilo bancário da empresária, ao qual o GLOBO teve acesso, o delegado Antonio Carlos Munuera Silveira, titular da 2ª Delegacia da Divisão de Crimes contra a Administração, afirma que há “suspeitas de confusão patrimonial” e de que recursos públicos do programa “WiFi Live SP” tenham sido desviados para a produção do filme por meio da utilização “das contas das empresas subcontratadas e das demais organizações sociais geridas pela investigada para a lavagem dos valores desviados do erário de São Paulo”. Isso porque o ICB foi contratado para instalar os pontos de internet gratuita nas ruas, mas como não é uma empresa de tecnologia, subcontratou serviços de diversas empresas. Procurada, Karina não se manifestou. Ela nunca havia produzido um filme antes de “Dark horse” e sua experiência principal era no terceiro setor. Nos últimos anos passou a firmar contratos de cifras altas com a prefeitura de São Paulo, diversificou os negócios e abriu uma holding em Aracaju. Tudo isso coincide com uma aproximação com o deputado Mario Frias.