Aguilar Pigatti, de 64 anos, foi assassinado em 28 de abril; suspeita se entregou na delegacia Idoso é morto a facadas em casa por mulher, que acaba presa por homicídio em São Mateus, Espírito Santo — Foto: Divulgação / PCES RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 18:14 Mulher de 26 anos é presa no ES por suspeita de homicídio premeditado de idoso Uma mulher de 26 anos foi presa no Espírito Santo por suspeita de assassinar Aguilar Pigatti, de 64 anos, em 28 de abril. O crime, ocorrido em São Mateus, envolveu múltiplas facadas, e a vítima foi encontrada morta em sua casa. A suspeita, ex-cuidadora de Pigatti, havia feito ameaças dias antes. Ela alegou ter sido vítima de estupro, mas investigações indicam homicídio premeditado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma mulher foi presa, na tarde desta terça-feira (2), por suspeita de homicídio contra Aguilar Pigatti, de 64 anos. O crime ocorreu na casa do idoso no distrito de Nestor Gomes, em São Mateus, Espírito Santo, em 28 de abril. A vítima foi ferida a facadas e não resistiu. A mulher, de 26 anos, não teve a identidade divulgada pela Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), responsável pela prisão. Ela responderá por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. No dia do crime, Pigatti foi encontrado pela polícia já morto numa área externa de sua casa. O corpo do idoso apresentava múltiplas perfurações provocadas por arma branca nas regiões do tórax e das costas, além de um ferimento na garganta. A suspeita teria invadido o imóvel e desferido diversos golpes de faca contra a vítima, segundo as investigações, conduzidas pelas delegacias especializadas de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Mateus e de Investigações Criminais (Deic) de Nova Venécia. Logo após o crime, a família do idoso relatou à Polícia Militar que a suspeita era uma mulher que havia trabalhado na casa de Pigatti como cuidadora. Vizinhos e parentes da vítima relataram que a suspeita fazia ameaças há pelo menos uma semana antes do homicídio, como noticiou o jornal A Gazeta em abril. Com base nos relatos, a PM realizou buscas na região e no endereço da mulher, mas ela não foi encontrada. Na época, segundo testemunhas, a mulher usou uma cadeira para pular o muro da residência. De acordo com a A Gazeta, a perícia confirmou sinais de invasão, e foram encontradas marcas de sangue no muro e a cadeira posicionada para a invasão. A polícia confirmou que a mulher havia trabalhado para a família da vítima como cuidadora de um parente e que ela proferia ameaças contra o idoso dias antes do crime. "Durante a apuração, a investigada alegou ter sido vítima de estupro, versão apresentada como tentativa de justificar o homicídio. Contudo, os elementos reunidos pela nossa equipe demonstraram que o crime foi premeditado. As investigações também apontaram a tentativa de construção de um álibi fraudulento para encobrir a autoria, além da prática de ameaças contra testemunhas relacionadas ao caso", disse o delegado Marcelo Cruz, titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Mateus, em material divulgado pela corporação. O pedido de prisão temporária contra a mulher foi deferido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de São Mateus. A suspeita compareceu espontaneamente à 17ª Delegacia Regional de Nova Venécia, onde o mandado foi formalmente cumprido nesta tarde, segundo a Polícia Civil do Espírito Santo.