Réu começou depoimento logo após as seis horas em que sua ex-companheira Monique Medeiros foi ouvida Jairinho foi ouvido após interrogatório de Monique Medeiros — Foto: Lucas Tavares / Arquivo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 17:46 Jairinho se emociona em depoimento e clama por justiça divina no caso Henry Borel No julgamento do caso Henry Borel, Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, emocionou-se ao iniciar seu depoimento ao júri, afirmando que "Jesus vai colocar a gente no caminho da verdade". Ele é acusado de homicídio triplamente qualificado, tortura e coação. Monique Medeiros, mãe de Henry, também ré, declarou pela primeira vez acreditar na culpa de Jairinho. O interrogatório, após a fase de instrução com 22 testemunhas, é crucial para o veredicto dos jurados. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO “Jesus vai colocar a gente no caminho da verdade.” Foi com esse apelo ao júri que Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, réu pela morte do menino Henry Borel, iniciou seu interrogatório nesta terça-feira. Em uma fala por vezes arrastada e marcada pelo choro, o ex-vereador decidiu responder apenas às perguntas de sua defesa e pediu que os jurados levassem em consideração sua alegada inocência. Logo no início do depoimento, Jairinho se emocionou ao falar sobre o filho, que atua em sua defesa no julgamento. Segundo ele, o jovem precisou adiantar disciplinas da faculdade para conseguir se formar e participar do caso. Ao mencionar o esforço do filho para defendê-lo no tribunal, Jairinho demonstrou abatimento e teve a voz embargada diante dos jurados. Seu depoimento começa no fim da tarde, logo após as mais de seis horas de fala da sua ex-companheira, Monique Medeiros, mãe de Henry, que também é ré no caso. Ele responde por homicídio triplamente qualificado, tortura e coação. Ela, por sua vez, será julgada por homicídio por omissão, tortura e coação. 'Mamãe, o Jairo me empurrou e eu caí da cama', diz Monique ao relatar conversa com Henry Julgamento chega ao nono dia Este é o nono dia de audiência, já na reta final do interrogatório. Os dois depoimentos, de Monique e Jairinho, são considerados como um momento fundamental para a formação do convencimento dos sete jurados responsáveis pelo veredicto. Os interrogatórios acontecem após o encerramento da fase de instrução, que reuniu 22 testemunhas ao longo de mais de uma semana de sessões e transformou o júri em um dos mais extensos da história recente do Rio de Janeiro. A expectativa é que os debates entre acusação e defesa ocorram na quarta-feira. Somente após essa etapa os jurados responderão aos quesitos formulados pela Justiça, definindo se os réus devem ser condenados ou absolvidos. A votação pode começar ainda na quarta ou avançar para quinta-feira. O que acontece no interrogatório Diferentemente das testemunhas, os interrogatórios representam a oportunidade de os próprios réus apresentarem suas versões dos fatos diretamente ao Conselho de Sentença. Eles poderão responder a perguntas da juíza, do Ministério Público, das defesas e até dos jurados. Ao longo dos oito primeiros dias, jurados acompanharam depoimentos de peritos, policiais, médicos, parentes e pessoas ligadas aos réus. As oitivas foram marcadas por divergências entre acusação e defesa sobre o que aconteceu nas horas que antecederam a morte de Henry, em março de 2021.
Caso Henry Borel: 'Jesus vai colocar a gente no caminho da verdade’, diz Jairinho ao júri antes de se emocionar
Réu começou depoimento logo após as seis horas em que sua ex-companheira Monique Medeiros foi ouvida








