Julgamento entrou no terceiro dia, nesta quarta-feira, com expectativa de depoimentos técnicos considerados centrais para acusação e defesa Julgamento de Jairinho e Monique Medeiros pela morte de Henry Borel começou já dura três dias — Foto: Gabriel de Paiva 25/ 05/2026 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 12:48 Psiquiatra aponta prazer de Jairinho em sofrimento infantil, diz testemunho no caso Henry Borel No terceiro dia do julgamento do caso Henry Borel, o psiquiatra Rafael Bernardon testemunhou que o comportamento de Jairinho sugere satisfação em causar sofrimento a crianças. A defesa contestou, alegando ser uma interpretação pessoal. O julgamento, que envolve Jairinho e Monique Medeiros pela morte de Henry, prossegue com depoimentos técnicos cruciais para acusação e defesa. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Primeira testemunha ouvida no terceiro dia de julgamento da morte do menino Henry Borel — em que o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe da criança Monique Medeiros são acusados do crime — foi o psiquiatra Rafael Bernardon. O profissional disse ao Conselho de Sentença que, após analisar os autos do processo, percebeu em Jairinho um comportamento que, em sua avaliação, indicaria satisfação ao causar sofrimento em crianças. — Embora seja uma análise subjetiva minha, eu tive essa percepção e interpretação — afirmou o especialista, convocado pela acusação, durante questionamentos feitos pelo Ministério Público. A declaração provocou reação imediata da defesa de Jairinho, que interrompeu a fala para ressaltar que a conclusão apresentada representava uma interpretação pessoal do psiquiatra. Bernardon então reforçou que se tratava de uma avaliação baseada em sua leitura técnica do caso, destacando que aquela era a percepção que havia formado a partir dos elementos analisados. O depoimento do psiquiatra é o primeiro desta quarta-feira, terceiro dia do julgamento dos réus pela morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021. Após a oitiva de Bernardon, ainda estão previstos os depoimentos do perito Luís Carlos Leal Prestes e da médica Maria Cristina de Souza Azevedo. O julgamento ocorre no 2º Tribunal do Júri da Capital e já acumula mais de dois dias de sessões, marcadas por longos depoimentos, divergências entre acusação e defesa e sucessivos questionamentos sobre as provas produzidas durante a investigação.