Irã ataca local onde há uma instalação nuclear em Israel; país relata dezenas de feridosIrã ataca Dimona, em Israel, onde fica uma instalação nuclear. Em um ataque contra a cidade de Arad, os serviços de emergência relataram pelo menos 59 feridos. Crédito: Reprodução: AFPGerando resumoRIO - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou, no fim de maio, com a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) e a Indústrias Nucleares do Brasil (INB), contrato de estruturação de projeto para desenvolver modelos de futuras parcerias com o setor privado, voltadas à exploração e lavra de urânio e de recursos minerais associados em áreas da INB. Esse elemento é matéria-prima de energia nuclear.PUBLICIDADEO objetivo é garantir a autossuficiência no suprimento de urânio para as usinas nucleares nacionais e viabilizar a exportação de eventual excedente. A partir do acordo, o banco deu início ao processo de contratação das consultorias especializadas que apoiarão tecnicamente o desenvolvimento do projeto. Segundo o BNDES, o processo foi aberto em dezembro passado e as consultorias já foram escolhidas. “Os estudos técnicos, quando concluídos, serão encaminhados para os órgãos responsáveis”, informou o banco.Urânio é matéria-prima de energia nuclear (na foto, turbina dentro da usina nuclear de Olkiluoto 3, em Eurajoki, sudoeste da Finlândia) Foto: Alessandro Rampazzo/AFPA iniciativa integra o Programa Pró-Urânio, lançado pela INB em 2024 com o objetivo de ampliar e acelerar a pesquisa de novas jazidas de urânio no País. No escopo do programa, o BNDES ficará responsável pela modelagem das parcerias com empresas mineradoras. PublicidadeNo fim do mês passado, uma equipe do BNDES visitou a Fábrica de Combustível Nuclear da INB, em Resende (RJ), como parte do acompanhamento do projeto.A proposta da INB prevê cinco áreas de mineração, em cinco Estados: Amorinópolis, nos municípios de Amorinópolis (GO) e Iporá (GO);Espinharas, em São José de Espinharas (PB); Figueiras, em Sapopema (PR); Rio Preto, nos municípios de Cavalcante (GO), Colinas do Sul (GO) e Arraias (TO); e Lagoa Real, em Caetité (BA).Na semana passada, o presidente da INB, Tomás Figueiredo Filho, afirmou em uma rede social que a empresa precisa sextuplicar a produção de urânio para atender ao crescimento da demanda no Brasil.PublicidadeA mineração de urânio e de minerais associados também atraiu a atenção da Petrobras. Em evento recente, a presidente da estatal, Magda Chambriard, disse que gostaria de explorar urânio — mineral às vezes associado ao potássio — e minerais críticos.“Eu gosto da ideia de explorar potássio. Gosto da ideia de explorar minerais críticos. Gosto da ideia de fazer urânio. Gosto da ideia de ser uma empresa de energia cada vez maior”, afirmou Magda ao reconhecer que, atualmente, a Petrobras não tem objeto social para atuar em mineração. A Petrobras Mineração (Petromisa) foi extinta no governo Fernando Collor de Mello, em 1990. Após abrir o setor para a iniciativa privada em 2022, a mineração de urânio tem sido defendida pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que vê potencial, inclusive, de exportação.O Brasil figura entre os seis países com maior reserva de urânio no mundo, embora menos de um terço do território tenha sido prospectado. A ideia é atrair a iniciativa privada, a exemplo do único projeto em andamento, no Ceará, fruto de uma parceria da INB com a Galvani Fertilizantes para impulsionar o conhecimento das reservas e a produção do mineral. O objetivo da parceria é explorar o urânio e o fosfato, encontrados de forma associada na jazida de Itataia, localizada no município de Santa Quitéria.PublicidadePUBLICIDADEQuando entrar em operação, Santa Quitéria vai produzir 1.050.000 toneladas de fertilizantes fosfatados, volume capaz de atender 25% da demanda nacional do insumo nas regiões Norte e Nordeste. Outro produto será o fosfato bicálcico, com expectativa de 220 mil toneladas, ou 50% da procura do Nordeste.Leia tambémExploração de urânio ganha impulso no País enquanto retomada da obra de Angra 3 demoraColuna do Estadão: CGU aponta falhas da Eletronuclear em retomada de Angra 3; obra tem desperdício bilionário em 2 anosTrump diz que quer apreender urânio do Irã para melhorar própria imagem; ‘é mais relações públicas’Atualmente, apenas a mina de urânio em Caetité, Bahia, administrada pela INB, está em funcionamento no País. O complexo abastece as usinas de Angra 1 e 2. O urânio brasileiro, porém, precisa ser enviado ao exterior para ser transformado em gás, processo ainda inexistente no Brasil. Já o projeto de Santa Quitéria, orçado em R$ 2,3 bilhões, aguarda licença ambiental prévia do Ibama desde 2007.Segundo especialistas do setor, o urânio voltou a ser um mineral cobiçado globalmente no contexto da transição energética, e seu preço subiu para mais de US$ 85 a tonelada em janeiro deste ano, alta de quase 30% sobre o mesmo mês de 2025 e o dobro do valor registrado há cinco anos. Publicidade
Energia nuclear: BNDES avança em programa para expandir produção de urânio no Brasil
A iniciativa integra programa lançado em 2024 com o objetivo de ampliar e acelerar a pesquisa de novas jazidas de urânio no País; a proposta prevê cinco áreas de mineração, em cinco Estados







