PUBLICIDADE Marco Rubio também citou Cuba, Venezuela, Nicarágua e Colômbia como exceções ao grupo Secretário de Estado Marco Rubio em almoço bilateral oferecido pelo presidente Donald Trump ao primeiro-ministro húngaro Viktor Orban, na Sala do Gabinete da Casa Branca — Foto: Tierney L. Cross/The New York Times RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 16:48 EUA Excluem Brasil de Lista de Aliados e Impõem Tarifas Comerciais O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, excluiu o Brasil da lista de "aliados americanos" na América Latina, citando também Cuba, Venezuela, Nicarágua e a Colômbia de Gustavo Petro. Durante um depoimento ao Senado, Rubio destacou a necessidade de ações americanas diante da influência chinesa na região. Em resposta, o presidente Lula criticou Rubio, acusando-o de ser anti-América Latina. Paralelamente, os EUA propuseram tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, excetuando carnes, café e aeronaves, após investigação sob a Lei de Comércio de 1974. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O secretário de estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta terça-feira que a América Latina está "cheia de aliados" dos Estados Unidos, com exceção de Cuba, Venezuela, Nicarágua, Brasil e o governo colombiano de Gustavo Petro. A declaração foi dada durante um depoimento do chefe da diplomacia americana ao Comitê de Relações Exteriores do Senado. — É incrível que, tirando Nicarágua, Cuba, Venezuela, que ainda enfrenta alguns desafios, e, claro, Brasil, embora esteja no meio de um ciclo eleitoral, e, e até certo ponto, o atual governo da Colômbia também — pelo menos o presidente tem sido problemático — é uma região cheia de aliados e líderes amigáveis aos Estados Unidos — afirmou Rubio. Seguindo a cartilha trompista do discurso de influência americana no continente, o secretário de estado destacou ainda que os Estados Unidos têm que "operacionalizar isso em ações após 20 anos de negligência, nos quais a China e outras potências globais se intrometeram em nosso Hemisfério Ocidental em detrimento não apenas dos interesses nacionais americanos, mas também, a nosso ver, em detrimento do próprio povo desses países". O presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu à fala de Rubio e declarou que o secretário de estado americano "não gosta do Brasil". — Faz pouco tempo que eu fui aos Estados Unidos. Eu tive 3 horas de conversa com o presidente Donald Trump. O tal do Marco Rubio, que é o chefe de Departamento de Estado, que é o anti-América Latina, que é o inimigo mortal de Cuba, que é o inimigo mortal de vários países latino-americanos — afirmou Lula. Novas tarifas Segundo o USTR, determinados atos, políticas e práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem" o comércio dos Estados Unidos. Com a conclusão da investigação, o órgão apresentou medidas corretivas e abriu o caso para participação pública. Em um discurso em tom eleitoral nesta terça-feira, o presidente Lula associou a família do ex-presidente Jair Bolsonaro – o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, e o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL) – à proposta das autoridades americanas. O governo brasileiro avaliou como "absurda" a proposta de taxação feita pelo USTR ao concluir a investigação comercial contra o país, por não ter uma fundamentação técnica consistente, e avalia que sanções poderiam ser piores. A investigação foi iniciada em 15 de julho de 2025 por determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O prazo legal para definição e eventual aplicação das medidas corretivas termina em 15 de julho de 2026. A proposta prevê tarifa de 25% sobre todas as mercadorias brasileiras, embora o documento inclua 73 páginas de exceções. Entre os produtos que permaneceriam isentos estão materiais informativos, doações, determinadas carnes, frutas, café, chá, cereais, sementes, minerais, terras raras, aeronaves brasileiras e peças aeronáuticas, além de produtos químicos orgânicos, farmacêuticos e fertilizantes.