Ministro Dario Durigan teria recebido aval de Lula para agir O ministro da Fazenda, Dario Durigan — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 15:48 Ministro da Fazenda busca alinhar CVM a diretrizes do governo Lula O ministro da Fazenda, Dario Durigan, busca resolver tensões com a CVM e garantir alinhamento às diretrizes ministeriais. Em reuniões, ele discutirá com a direção da autarquia, que se mostrou resistente ao plano de reestruturação proposto pelo governo. A indicação de novos diretores, aprovada pelo Senado, não contou com participação da Fazenda, gerando descontentamento. Durigan, com aval de Lula, quer evitar posturas populistas e assegura que investigações rigorosas ocorrerão em caso de irregularidades. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro da Fazenda, Dario Durigan, usará as duas reuniões agendadas para esta terça-feira com integrantes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para tentar enquadrar a direção da autarquia e encerrar uma guerra de bastidores que se intensificou na semana passada. A cúpula da pasta foi alijada das indicações, aprovadas pelo Senado no último dia 20, de Otto Eduardo Fonseca de Albuquerque Lobo para a presidência do órgão e de Igor Muniz para uma diretoria. Os dois ainda não tomaram posse. A escolha de Otto Lobo é atribuída no governo ao empresário Joesley Batista, da J&F, um dos controladores do Grupo J&F. O grupo nega. A indicação de Muniz teria vindo do Senado. Há uma avaliação na Fazenda de que a nova direção da CVM quer atuar de forma autônoma, sem se submeter às diretrizes do ministério. Essa intenção teria ficado evidente com o anúncio feito na semana passada pelo presidente interino da autarquia, João Accioly, de que procuraria o Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar um plano de reestruturação da CVM apresentado pelo governo. O plano havia sido enviado pela Advocacia-Geral da União (AGU) à Corte na última quarta-feira após o ministro Flávio Dino determinar a elaboração de uma proposta emergencial para reestruturar a atividade fiscalizatória da CVM. Integrantes da equipe econômica dizem ouvir queixas no mercado sobre a atuação dos diretores. Otto Lobo já fazia parte da diretoria e no ano passado presidiu a CVM de forma interina após a renúncia do antigo presidente João Pedro Nascimento, em julho. Um estudo interno da autarquia apontou falhas na fiscalização de fundos de investimento — atribuição do órgão — expostas pelo escândalo do Banco Master, que envolveu a gestora Reag Investimentos. Na segunda-feira, Durigan discutiu a crise com a CVM em uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com interlocutores, o ministro recebeu o aval do presidente para agir. Uma das estratégias adotadas por Durigan é convencer o corpo técnico que o governo está empenhado em melhorar a estrutura da autarquia. Por isso, o ministro se reuniu no fim da manhã com todos os superientes da CVM. Durante o encontro, ele reconheceu que são necessários investimentos e atribuiu os problemas a um desmonte promovido pelos governos de Jair Bolsonaro e Michel Temer. Um dos receios é que a nova direção adote uma postura populista, como feito com contestação do plano de reestruturação apresentado pelo governo ao Supremo, para cooptar o apoio dos técnicos. Em uma outra reunião que acontecerá à tarde, Durigan deve enfatizar à nova direção que não serão toleradas atuações desvinculadas das diretrizes do Ministério Fazenda. Também fará um alerta que haverá rigor na apuração de eventuais denúncias de irregularidades.
Fazenda tenta enquadrar direção da CVM e encerrar guerra com direção da autarquia
Ministro Dario Durigan teria recebido aval de Lula para agir













