Aliados do presidente Lula (PT) tentam emplacar nas redes sociais nesta terça-feira (2) o termo "Tariflávio" para associar o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) à conclusão da investigação comercial dos Estados Unidos que propõe novas taxas de 25% contra produtos brasileiros.

As publicações dos governistas buscam comparar a reunião entre Lula e Donald Trump no início de maio, em que ficou decidido que as partes teriam um mês para negociar as tarifas anteriormente anunciadas, e o encontro de Flávio com o americano na última semana, que foi seguido pela classificação de CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como grupos terroristas e agora pelo tarifaço.

Como mostrou a Folha, o governo brasileiro pretende manter negociações com os EUA e vê chance de evitar a imposição das taxas sugeridas pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) enquanto tentará potencializar ao máximo possível o desgaste de Flávio, principal adversário de Lula nas eleições de outubro.

A implementação dessa estratégia já pode ser vista em postagens nas redes sociais. O secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, por exemplo, afirmou que a sugestão de tarifaço dos americanos "tem nome: Tarifaço, Flávio, Tariflávio".