A tomada de posse administrativa de terrenos do Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz (EPPC), em Grândola, onde foram construídas 11 habitações para os funcionários da prisão e que estava programada para esta terça-feira, foi suspensa com base numa providência cautelar interposta pelos proprietários das casas junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja.A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) confirmou ao PÚBLICO que se trata da segunda providência cautelar “intentada no âmbito deste procedimento de reposição da legalidade”. A primeira providência foi recusada por sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja (TAFB), que considerou “não existir qualquer direito constituído a favor dos requerentes”, entendimento esse que foi recentemente confirmado por Acórdão proferido pelo Tribunal Central Administrativo Sul (TCAS).Confrontada com decisão judicial, a APA diz que está a analisar o novo requerimento cautelar apresentado e, “oportunamente, ciente da plena legalidade da sua actuação, tomará a sua posição nos autos.”O concurso público para empreitada que propõe a “Desocupação da Arriba da praia da Raposa e sua Renaturalização” foi lançado pela APA no dia 5 de Junho de 2025, no valor de 499.775 euros, e prevê a demolição de cerca de 11 construções. A operação fica a aguardar por nova decisão do tribunal quando, no local destinado à intervenção, foi erguido o estaleiro de obras para máquinas, o mais diverso tipo de equipamentos e os trabalhadores que deveriam operar na demolição das habitações e na reposição da área da arriba afectada pela sua construção.
Nova providência cautelar trava demolição de casas dos funcionários de Pinheiro da Cruz na falésia da praia da Raposa
Desde 1982 foram erguidas na arriba, a cerca de 80 metros da frente oceânica, cerca de 20 casas pelos funcionários do Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz, que agora se opõem à sua demolição.
Providência cautelar suspende demolição de 11 casas construídas ilegalmente há 40 anos no Domínio Público Marítimo de Grândola. Decisão mantém aberta disputa entre proprietários e Agência Portuguesa do Ambiente sobre reposição de legalidade em zona protegida.








