Encontro foi convocado horas após os Estados Unidos concluírem investigação comercial e proporem tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras Fachada do Palácio do Planalto — Foto: Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 10:41 Brasil avalia resposta a tarifas de 25% impostas pelos EUA em reunião emergencial O governo brasileiro, liderado por Geraldo Alckmin e ministros, realiza uma reunião de emergência após os EUA proporem tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. A decisão americana segue uma investigação que considerou práticas brasileiras prejudiciais. O governo brasileiro critica a medida e estuda estratégias de resposta, incluindo negociações e possíveis retaliações econômicas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo realiza nesta terça-feira uma reunião de emergência para discutir a resposta à proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras. Participam do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Márcio Elias (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), além de representantes do Itamaraty. O chanceler Mauro Vieira não participa porque está em viagem ao exterior. A reunião ocorre horas após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) concluir a investigação comercial aberta contra o Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana e recomendar a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para uma série de itens. O relatório divulgado pelo governo americano afirma que determinadas políticas e práticas do Brasil seriam "irrazoáveis" e prejudicariam empresas dos Estados Unidos. Entre os pontos citados estão o Pix, questões relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, etanol, combate ao desmatamento e corrupção. Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro consideraram a proposta sem fundamento técnico consistente e classificaram como "absurda" a inclusão de alguns argumentos apresentados pelos americanos. Ao mesmo tempo, auxiliares do presidente Lula avaliam que o resultado poderia ter sido mais severo, já que a tarifa sugerida ficou em 25% e o documento prevê uma ampla lista de exceções, além de mencionar a possibilidade de um acordo entre os dois países. A expectativa é que o encontro desta terça-feira sirva para alinhar a estratégia do governo diante da nova escalada comercial. Entre as alternativas em análise estão a manutenção das negociações com Washington, por meio do grupo de trabalho criado após a reunião entre Lula e Donald Trump em maio, e eventuais medidas de resposta com base nos instrumentos previstos pela Lei da Reciprocidade Econômica. O parecer do USTR abre agora uma etapa de consulta pública antes de uma decisão final sobre a adoção das sanções comerciais. O prazo legal para conclusão do processo termina em 15 de julho.
Governo faz reunião de emergência com Alckmin e ministros após novo tarifaço de Trump
Encontro foi convocado horas após os Estados Unidos concluírem investigação comercial e proporem tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras














