À segunda ronda negocial foi de vez. Depois do colapso das conversas à esquerda, em Maio, e após a direita também ter falhado uma solução de governação, Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca e líder do Partido Social Democrata (SD, na sigla original), anunciou na segunda-feira à noite um acordo com outros três partidos e vai liderar um Governo minoritário.Vencedor das eleições legislativas antecipadas de Março, mas com o pior resultado desde 1903, abaixo dos 22%, o SD, com 38 deputados, vai encabeçar uma coligação que inclui a Esquerda Verde/Partido Popular Socialista (SF, 20 deputados) e o Partido Social Liberal (RV, 10), ambos de esquerda, e os Moderados (14), de centro-direita.Em conjunto, os quatro partidos têm 82 deputados, ou seja, menos oito que a maioria dos 179 membros do Folketing (Parlamento).
Depois de o SD ter liderado, entre 2022 e 2026, um Governo que incluía o Venstre e os Moderados, ambos de centro-direita, resta saber se o novo executivo vai dar prioridade a acordos parlamentares com a Aliança Vermelha-Verde (esquerda radical) ou com os partidos do lado conservador do espectro ideológico.Após as eleições de Março, Lars Løkke Rasmussen, ministro dos Negócios Estrangeiros, antigo primeiro-ministro (2009-2011 e 2015-2019) e líder dos Moderados – que foi membro do Venstre durante décadas – congratulou-se por “não haver maioria de esquerda radical ou de direita radical” e pediu uma solução centrista para o país.As prioridades do novo Governo vão ser apresentadas nesta terça-feira à tarde e os nomes dos seus ministros serão revelados no dia seguinte, depois de a primeira-ministra formalizar a sua proposta junto do rei Frederico X.











