O número de internamentos indevidos nos hospitais agravou-se desde Março, anunciou esta terça-feira a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), que pediu respostas urgentes no terreno e um reforço das equipas de cuidados domiciliários."Nos últimos dois meses, a situação dos internamentos inadequados agravou-se e as 2800 [camas ocupadas indevidamente] que estimávamos em Março é já bastante superior. E isto não é normal, pois normalmente tínhamos uma redução no Verão, o que não está a acontecer", disse Xavier Barreto, presidente da APAH, que falava durante uma audição na comissão parlamentar de saúde.O último Barómetro dos Internamentos Sociais da APAH, divulgado em Março, contabilizava 2807 (+19%) pessoas internadas nos hospitais apesar de terem alta clínica, uma situação cujo custo para o Estado ultrapassava os 350 milhões de euros.Na audição de hoje, a pedido do PS, Xavier Barreto disse que este valor está subestimado, pois apenas contabiliza os custos directos e baseia-se numa tabela de valores desactualizada: "O custo real será bastante superior".Tendo em conta o evoluir da situação, Xavier Barreto aludiu à urgência de respostas no terreno, sobretudo no domicílio, com reforço das equipas de cuidados continuados domiciliários.
Hospitais pedem urgência em medidas alternativas para travar aumento dos internamentos sociais
Administradores hospitalares garantem que o número de camas ocupadas indevidamente já é “bastante superior” às 2800 estimadas em Março, o que “não é normal” suceder nos meses de Verão.







