Graças a um aplicativo que dispara mensagens cristãs no celular, a publicitária Luana Brandão, 31, diz que se reconectou com Deus. Natural de Maceió, ela é evangélica desde criança, mas com o tempo deixou de frequentar igrejas. Há um ano passou a receber orações e comentários bíblicos todas as manhãs. "Tinha dificuldade para reservar um momento diário para orar e ler a Bíblia e agora resolvi o problema."
Aplicativos como Hallow, Glorify e Magisterium AI enviam mensagens religiosas personalizadas para os usuários. O conteúdo inclui citações a teóricos cristãos, trechos da Bíblia e orações.
O Brasil é o segundo mercado mais lucrativo para essas plataformas, depois dos EUA. Segundo o Censo de 2022, o país tem 47 milhões de evangélicos, que representam 27% da população. Os católicos equivalem a 57%. Além disso, os brasileiros estão mais conectados. De acordo com o IBGE, 95% acessavam a internet diariamente em 2024.Tanto evangélicos quanto católicos usam os aplicativos. As duas religiões são cristãs, mas têm diferenças. Católicos seguem a autoridade da Igreja e do papa. Evangélicos dão mais peso à Bíblia, à relação direta com Deus e à autonomia das igrejas.
O Hallow superou 4,8 milhões de downloads no país desde o lançamento, em 2022. De janeiro a abril de 2026, a receita do app no Brasil chegou a US$ 400 mil (R$ 2 milhões), de acordo com a AppMagic, empresa de inteligência de mercado. O valor inclui compras feitas dentro do aplicativo, como assinaturas e desbloqueios de recursos adicionais.











