O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, e Monique Medeiros Costa e Silva entrou na reta final nesta segunda-feira (1º), após a oitiva das últimas testemunhas previstas antes dos interrogatórios dos réus, esperados para esta terça-feira (2).
A manhã foi dedicada ao depoimento do perito Leonardo Tauil, responsável por laudos produzidos durante a investigação da morte de Henry Borel. À tarde, os jurados ouviram o médico Jefferson Evangelista Corrêa, assistente técnico da defesa de Jairinho.
Tauil reafirmou as conclusões periciais de que a causa da morte foi uma hemorragia interna provocada por laceração hepática decorrente de ação contundente. Questionado pela defesa sobre a possibilidade de um acidente doméstico, afirmou que a reprodução simulada realizada no apartamento onde a criança morreu não encontrou elementos que sustentassem essa hipótese.
"A gente não encontrou algum móvel ou objeto na casa que ele pudesse cair de maneira espontânea e causasse essa laceração hepática", disse. O perito também afirmou ter identificado três ações contundentes na cabeça da criança e grande quantidade de sangue na cavidade abdominal, provocada pela ruptura do fígado.
Ao responder perguntas dos advogados de Jairinho sobre inconsistências apontadas em documentos periciais, como a indicação incorreta da cor dos olhos de Henry e a menção equivocada a outra unidade de saúde, Tauil classificou os erros como "lapsos" de digitação.












