Relatora de um código de conduta do STF (Supremo Tribunal Federal), a ministra Cármen Lúcia pregou nesta segunda (1º) imparcialidade e transparência nas cortes brasileiras e cobrou ética dos juízes. Ela participou de um congresso em Brasília que faz uma espécie de contraponto ao Fórum de Lisboa, evento capitaneado por Gilmar Mendes e que ficou conhecido como "Gilmarpalooza".
Em seu discurso, a ministra defendeu que o Poder Judiciário deve atuar com integridade, "sem esquecer que juízes e juízas são humanos", mas fez uma cobrança para que o magistrado que não tenha compromisso com uma postura ética seja "apontado".
"Eu acredito no Poder Judiciário brasileiro, nos juízes e juízas brasileiras, e sei que [existem] eventuais falhas, e elas há. Somos um grupo de pessoas humanas, com nossas falhas, nossos limites, nossos erros, mas também com muita vontade de acertar", declarou.
"É isso que precisamos: educar a sociedade democraticamente para ela saber o que pode esperar de nós e nós também sabermos o que esperam de nós. O que podemos e temos o dever constitucional e jurídico de prestar, de fazer com que as instituições que integramos sejam devidamente de alta confiança e não de uma desconfiança", completou.













