O julgamento dos réus pela morte do menino Henry Borel, 4, chega ao oitavo dia e já se torna o mais longo da história do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, superando o da ex-deputada federal Flordelis, condenada pelo assassinato do pastor Anderson do Carmo.

A duração do julgamento tem sido atribuída às longas oitivas e aos extensos questionamentos feitos por acusação e defesa, muitas vezes repetindo temas já abordados. O irmão de Monique Medeiros, Bryan Medeiros, foi interrogado por cerca de dez horas.

Na manhã desta segunda-feira (1º), uma carreata com aproximadamente 20 veículos, promovida por parentes e amigos de Leniel Borel, seguiu até o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro pedindo justiça.

No banco dos réus estão a ex-diretora escolar Monique Medeiros e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, mãe e padrasto da criança. Os dois, que hoje adotam estratégias opostas de defesa, permaneceram aliados durante a fase inicial das investigações.

Em 8 de abril de 2021, um mês após a morte de Henry, foram encontrados dormindo na mesma cama durante a operação que resultou na prisão de ambos.