Inteligência artificial impacta o PIB?O mistério do crescimento do PIB e a coincidência que não convence mais. Crédito: TV EstadãoGerando resumoComo enriquecer nos Estados Unidos de hoje? Fundar uma startup de inteligência artificial pode parecer tentador, mas a maioria fracassa. Obter um diploma avançado e trabalhar arduamente como advogado corporativo ou financista já foi um caminho seguro para a riqueza, mas agora parece ameaçado pela IA. Talvez você deva olhar, em vez disso, para a empresa que provavelmente criou mais milionários do que qualquer outra na história: o McDonald’s.PUBLICIDADEA maioria de suas lojas são franquias, administradas por empresas independentes que pagam royalties à marca — e muitas vezes fazem fortuna. Se fast food não é a sua praia, não se preocupe: o modelo de franquia pode ser encontrado em todos os lugares, de hotéis a estúdios de Pilates.Embora possam não ter o prestígio social de um escritório de canto em Wall Street, as franquias enriquecem muitos americanos. Segundo relatos, o país até mesmo criou recentemente seu primeiro franqueado bilionário. Elas também impulsionam o crescimento. Mais países deveriam tentar criar uma economia baseada em franquias – e os Estados Unidos deveriam proteger a sua própria economia da regulamentação excessiva.Leia tambémThe Economist: Google está destronando a OpenAI como rei da IA para o consumidorThe Economist: Qual é o custo do governo Trump para a economia americana?O sistema de franquias sempre foi alvo de desprezo. À medida que o modelo se disseminou nas décadas de 1970 e 1980, foi ridicularizado por economistas como pouco mais que uma tática barata de crescimento, na qual os franqueados investiam o capital para abrir novas lojas. Os críticos alegam que os franqueados não são empreendedores “de verdade”, como Elon Musk ou Steve Jobs, mas meros gerentes de loja glorificados, obcecados com a ilusão de serem seus próprios chefes. PublicidadeNo entanto, o sistema de franquias passou a representar uma parcela cada vez maior do mercado americano: existem quase 850 mil lojas franqueadas, administradas por um quarto de milhão de empresários. Uma em cada oito empresas com pelo menos um funcionário nos Estados Unidos é uma franquia – aproximadamente o dobro da participação em seus concorrentes internacionais mais próximos, como Japão e Alemanha.O franchising funciona devido às leis fundamentais da economia: alinha incentivos de forma produtiva e divide o trabalho. Surge quando um negócio exige muitos funcionários geograficamente dispersos; quando monitorar a equipe seria difícil ou caro; e quando o conhecimento do funcionamento dos mercados locais é importante. Nessas condições, faz sentido dividir a responsabilidade entre um franqueador, que se concentra na marca e no produto, e um franqueado, que se adapta às condições locais.McDonald’s foi a empresa que provavelmente criou mais milionários do que qualquer outra na historia nos Estados Unidos Foto: Adobe StockO resto do mundo pode aprender com o sucesso desse modelo. As franquias prosperam em parte devido aos pontos fortes do capitalismo americano. Direitos de propriedade intelectual robustos protegem as marcas das franquias, enquanto mercados de capitais sólidos facilitam o acesso a empréstimos para os franqueados.Mas as franquias também se beneficiaram de uma boa regulamentação. Existe uma vasta quantidade de informações públicas sobre como funcionam os modelos de franquia. Isso porque os franqueadores são obrigados a divulgar como lucram com os franqueados, fornecer estimativas de custos iniciais e taxas recorrentes, e revelar quaisquer problemas legais que estejam enfrentando. PublicidadeMuitos também divulgam detalhadamente o desempenho financeiro dos franqueados existentes. O sistema de franquias prosperou após a introdução de regras que exigiam transparência na divulgação de informações, em 1979. Desde 1986, o número de unidades franqueadas quase triplicou.Tentativas mais recentes de regulamentar o franchising têm sido menos acertadas. Críticos afirmam que o franchising explora e burla as frágeis leis trabalhistas americanas, por exemplo, dificultando a sindicalização dos trabalhadores. Tais críticos propõem que os franqueadores sejam considerados empregadores conjuntos dos trabalhadores franqueados. Isso exporia os franqueadores a um enorme risco legal: eles poderiam, por exemplo, ser processados se um franqueado, que contrata e paga seus funcionários, não pagasse as horas extras corretamente. Essa mudança tornaria o franchising muito mais arriscado e, ao centralizar o sistema, minaria muitas de suas vantagens. Em última análise, seria contraproducente para os trabalhadores, que se beneficiam das inúmeras oportunidades de emprego criadas pelas franquias, em setores praticamente intocados pela IA. O franchising pode não ser glamoroso, mas é eficiente. Melhor que continue assim.PublicidadeEste conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial.Saiba mais em nossa Política de IA.
The Economist: Por que o mundo precisa de mais franquias
De pizzarias a academias de pilates, as franquias criam milionários e deixam os clientes felizes














