Em breve, as grandes empresas de inteligência artificial vão pegar suas avaliações estratosféricas e abrir capital. Quando isso acontecer, um grande número de pessoas muito inteligentes e muito excêntricas terá de repente uma enorme riqueza líquida —e muitas delas se comprometeram a doar grandes somas.
O futuro da filantropia americana não é o drama central da era da IA, mas também não é um espetáculo secundário. Como Nan Ransohoff escreveu este mês no Substack, a riqueza gerada pela IA pode em breve adicionar até US$ 100 bilhões às doações de caridade americanas todos os anos.
Ela descreve isso como uma potencial "terceira onda" da filantropia, depois da já distante era de Carnegie e Rockefeller e da recente onda de Bill Gates e Warren Buffett. E ela espera que essa onda seja focada na "transição da IA" e no que vem depois, especialmente questões de "plenitude, sentido e o que faz uma vida ser boa" à sombra de máquinas cada vez mais capazes.
Vamos supor que ela esteja certa sobre a corrida filantrópica e sobre a busca por sentido como impulso organizador. Quero fazer um apelo pessoal aos filantropos da IA: aprendam uma lição com seus predecessores da Era Dourada e tratem a beleza como uma busca central da caridade. Construam monumentos, estátuas, museus, universidades, catedrais, jardins públicos —e sim, até mansões para vocês mesmos.














