A detonação, ainda sem explicação, de explosivos armazenados por um dos Exércitos rebeldes da Birmânia causou pelo menos 55 mortos, neste domingo. Mais de 24 horas depois, continua a busca por sobreviventes entre a devastação generalizada no local, segundo disseram testemunhas nesta segunda-feira à Reuters.A explosão na aldeia de Kaung Tat ocorreu por volta do meio-dia de domingo, madrugada em Lisboa, informou o Exército de Libertação Nacional Ta'ang (TNLA) num comunicado, no qual referiu que muitas pessoas tinham morrido, sem indicar um número específico de vítimas.Moradores e meios de comunicação locais relataram que o número de vítimas era de pelo menos 55, com as buscas no local da explosão ainda em curso. O TNLA não respondeu a um pedido de comentário na segunda-feira. “Tudo ficou completamente destruído, irreconhecível”, disse o residente Moe Z à Reuters. O homem viajava numa estrada a cerca de 2,4 quilómetros de distância quando a explosão ocorreu e afirmou que uma nuvem de fumo em forma de cogumelo se elevou para o céu.A TNLA, que controla a aldeia perto da fronteira com a China e está num cessar-fogo com as Forças Armadas da Birmânia, afirmou que tinha armazenado os explosivos que detonaram “para utilizar em operações mineiras”.
Pelo menos 55 mortos na Birmânia após explosão num depósito de armas
Há ainda dezenas de feridos. O Exército rebelde afirma que os explosivos eram para mineração. Testemunhas descrevem a devastação, enquanto decorrem buscas por sobreviventes entre os escombros.










