Em uma tarde no Japão, John Deng está perto de um parquinho, ouvindo outras crianças brincarem e rirem. Seus próprios filhos, um menino e uma menina, não estão ali. Ele sente falta dos momentos cotidianos que compartilhava com eles: levá-los ao parque, vê-los acordar e fazer parte de suas vidas.

Deng (que não é seu nome verdadeiro) é originalmente de Hong Kong e vive no Japão há 22 anos. Foi lá que construiu sua vida, conheceu sua ex-companheira e se tornou pai de duas crianças —um menino de oito anos e uma menina de 10.

Mas, segundo ele, essa vida se desfez. Seu casamento terminou, e seus filhos foram levados por sua ex-parceira sem aviso prévio.

Sua história não é incomum. Durante décadas, o divórcio no Japão frequentemente significava que uma criança perderia completamente a presença de um dos pais. Muitas vezes, em casos como este, a guarda ficava com o pai ou mãe que saísse primeiro com os filhos.

Sob o antigo sistema de guarda exclusiva, apenas um dos pais detinha direitos legais após a separação.