A Marinha francesa abordou neste domingo (1º) um petroleiro sujeito a sanções internacionais e que navegava da Rússia, o Tagor, escreveu o presidente francês Emmanuel Macron em uma rede social. "Esta operação ocorreu no Oceano Atlântico, em alto mar, com o apoio de vários parceiros, incluindo o Reino Unido, em estrita conformidade com o direito do mar", afirmou. "É inaceitável que navios contornem as sanções internacionais, violem o direito do mar e financiem a guerra que a Rússia trava contra a Ucrânia há mais de quatro anos", acrescentou. Novas sanções Agora no g1 O Ministério da Defesa romeno informou que o aparelho fazia parte de ataques russos contra infraestruturas civis ucranianas perto da fronteira fluvial. Em resposta, dois caças F-16 foram mobilizados, o embaixador russo em Bucareste foi convocado e o presidente romeno, Nicusor Dan, convocou uma reunião extraordinária do Conselho Supremo de Defesa. Principais reações e desdobramentos: Otan: Condenou a "irresponsabilidade" da Rússia e informou que a Romênia pode acionar o artigo 4.º do tratado para consultas de segurança. As autoridades romenas solicitaram formalmente à Aliança a aceleração da transferência de capacidades antidrones.União Europeia: A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a Rússia ultrapassou "um novo limite" e anunciou que o bloco está preparando o seu 21º pacote de sanções contra Moscou. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, também condenaram a violação do espaço aéreo.Outros países: França repudiou a ação de Moscou, enquanto a presidente da Moldávia, Maia Sandu, alertou que a Rússia representa um perigo para todos. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, rejeitou as acusações de que o país teria sido responsável pelo ataque. Ao ser questionado sobre o incidente durante uma coletiva de imprensa, horas após o bombardeio, o presidente russo disse que não estava sabendo de nada e desafiou o país vizinho a entregar os destroços do drone para provar que ele foi lançado da Rússia. "Ninguém sabe a origem de um drone. Drones ucranianos voaram para a Polônia e países bálticos antes... Acho que isso aconteceu novamente. Que eles entreguem, então, os destroços para a Rússia e assim faremos uma investigação", provocou. Bombeiros e policiais trabalham no local de uma explosão em um bloco residencial após um ataque de drone perto da fronteira com a Ucrânia, em Galati, na Romênia — Foto: Inquam via REUTERS
França apreende petroleiro russo no Oceano Atlântico | G1
Presidente francês falou em violação do direito do mar. Na sexta-feira (29), um suposto drone russo caiu em prédio residencial na Romênia, que desencadeou em reações da União Europeia.










