A curiosidade pelo universo erótico acompanha a humanidade há séculos: de representações pré-históricas do corpo, passando por imagens sexuais em objetos de uso cotidiano nas civilizações antigas, até a emergência da pornografia como é produzida hoje, principalmente na forma de vídeos explícitos. O avanço tecnológico observado nos últimos 20 anos ampliou consideravelmente o acesso a esse tipo de conteúdo, assim como seus impactos na saúde.

Embora faltem estimativas robustas a níveis global e nacional, especialistas estimam que há um aumento no consumo e que o contato com esse tipo de conteúdo acontece em idades cada vez mais jovens.

O livro Handbook of Children and Screens ("Manual de Crianças e Telas", em tradução livre, sem edição em português) destaca, a partir da literatura científica recente, que a maioria dos adolescentes já viu pornografia, e que mais da metade relata o primeiro contato antes dos 14 anos, intencionalmente ou não.

Um estudo realizado nos Estados Unidos com a participação de mais de 1.300 jovens de 13 a 17 anos apresentou dados ainda mais alarmantes: 15% disseram ter visto pornografia online pela primeira vez aos 10 anos ou menos. A idade média do primeiro contato, segundo a pesquisa, foi aos 12 anos. Além disso, 44% buscaram pelo conteúdo, enquanto 58% foram expostos acidentalmente.