Eleições 2026
O governo Lula (PT) intensificou o monitoramento das eleições em curso na Hungria e no Peru e também o processo eleitoral da Colômbia (que vai às urnas em 31 de maio) para entender como tendências políticas globais – especialmente o avanço da direita, a reorganização da extrema-direita e a atuação de atores externos – podem influenciar a disputa presidencial brasileira deste ano.
A avaliação interna é de que os três processos funcionam como um laboratório internacional. Ainda que distintos, eles ajudam a medir a capacidade de mobilização da direita e o alcance da influência dos Estados Unidos, em especial do presidente Donald Trump, sobre disputas eleitorais fora do seu país.
A eleição na Hungria foi o primeiro grande teste desse acompanhamento. O conservador Péter Magyar venceu a disputa pelo cargo de primeiro-ministro com ampla maioria e encerrou um ciclo de 16 anos de Viktor Orbán no poder. No Palácio do Planalto, a derrota de Orbán foi recebida com alívio por representar um revés para uma das principais referências da direita global e aliado direto de Trump.
A leitura no governo é que o resultado indica um possível enfraquecimento da capacidade de influência internacional do trumpismo, mesmo após gestos explícitos de apoio ao premiê húngaro, como o envio do vice-presidente norte-americano, J.D. Vance, a Budapeste durante a campanha. O episódio foi interpretado como um teste prático sobre o alcance dessa interferência.







