Para chegar ao Santuário Sabal Palm, um parque no sul do Texas famoso pelas aves silvestres, é preciso atravessar por uma estradinha o muro da fronteira com o México. Com pouco mais de cinco metros de altura, o muro é feito de barras de aço verticais, enfileiradas a perder de vista.
Logo do outro lado da barreira estava um veículo da patrulha de fronteira dos EUA. Dois policiais observavam quem vai e vem da reserva, à beira do rio Grande, ou rio Bravo para os mexicanos, a fronteira natural entre os países.
Apesar do muro, o parque ainda está em território americano. Como não é viável levantar cercas dentro do rio, a instalação é feita a certa distância, muitas vezes impedindo ou dificultando o acesso dos próprios moradores locais à sua margem. Os policiais proibem transeuntes de caminhar próximo ao muro, alegando usar as pegadas para rastrear imigrantes ilegais.
O Santuário Sabal Palm ocupa uma área de 225 hectares, dos quais 12 hectares são de palmeiras-sabal, algumas das últimas que sobraram no Vale do Rio Grande. No passado, as palmeiras dominavam 24 mil hectares da paisagem, irrigadas pelas cheias anuais e formando uma exuberante floresta subtropical.
Hoje, tudo virou lavoura, com exceção de um delicado e fragmentado sistema de refúgios do qual o Sabal faz parte.














