Homem de 37 anos segue internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas Vírus do ebola (em vermelho) infectando uma célula; SP investiga doença em paciente — Foto: NIAID RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 30/05/2026 - 20:48 Paciente em SP com meningite aguarda teste para Ebola após viagem ao Congo Um paciente de 37 anos em São Paulo foi diagnosticado com meningite meningocócica enquanto aguarda resultados para Ebola. Internado no Instituto Emílio Ribas, ele esteve na República Democrática do Congo, onde há surto de Ebola. O Instituto Adolfo Lutz conduz a investigação. A Secretaria de Saúde afirmou que o risco de Ebola no Brasil é baixo, devido à transmissão limitada e falta de voos diretos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Secretaria de Saúde do Estado de SP informou que o paciente que tem um quadro de saúde investigado para ebola teve um teste positivo para meningite meningocócica. A avaliação laboratorial para Ebola ainda não foi concluída e segue em andamento. O teste foi feito pelo Instituto Adolfo Lutz. O homem passa por atendimento de saúde no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Ele teve passagem pela República Democrática do Congo (RDC), país em que há regiões lidando com um surto de Ebola. Ele apresentou um quadro de febre. Na semana passada, a Secretaria de Saúde de SP atualizou um documento que deu orientações sobre o atual surto de Ebola em curso na RDC. O documento fixou "medidas de vigilância, definição de caso, notificação imediata, isolamento, manejo inicial, fluxos assistenciais e investigação laboratorial no estado", informou o governo. Em nota, a pasta da saúde ainda disse que “a investigação foi iniciada de forma preventiva após a identificação de critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com caso suspeito, conforme protocolos nacionais e estaduais”. Ainda diz que “as equipes mantêm a condução clínica e epidemiológica do caso até a conclusão das análises para Ebola e outros diferenciais virais”. Ebola se torna emergência de saúde internacional; Veja fotos 1 de 11 O centro de tratamento de Ebola, em Goma, estava abandonado desde o fim do surto de 2019. Trabalhadores restauram o espaço — Foto: Jospin Mwisha / AFP 2 de 11 Uma funcionária verifica a temperatura de uma antes de permitir seu acesso ao hospital em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 4 de 11 Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola fixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 5 de 11 Um soldado no antigo centro de tratamento de Ebola, em Goma, que estava abandonado desde o fim do surto em 2019 — Foto: Jospin Mwisha / AFP 6 de 11 Um agente sanitário higieniza as mãos de um motociclista pela fronteira entre Uganda e a República Democrática do Congo — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 7 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: Jospin Mwisha / AFP 8 de 11 Homem se prepara para entrar no Hospital Kyeshero, em um posto de controle para lavagem das mãos e aferição de temperatura para todos os visitantes — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 9 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 10 de 11 Um agente de saúde fronteiriço na passagem entre Uganda e a República Democrática do Congo, verifica a temperatura de um viajante — Foto: Badru KATUMBA / AFP X de 11 Publicidade 11 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: John WESSELS / AFP Surto da doença na África leva OMS a acionar nível máximo de emergência sanitária internacional O Emilio Ribas chegou a receber 3 casos suspeitos de Ebola em 2014, mas todos foram descartados. O Instituto Adolfo Lutz será responsável pela investigação laboratorial do caso. Os testes são feitos por sequenciamento genético. A Secretaria de Saúde de SP informou, ainda, que mantém "risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo", isso considerando a dificuldade de transmissão e a inexistência de "voos diretos entre a região afetada e a América do Sul".