Após o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB) confirmar sua desistência de concorrer ao governo de Minas Gerais, o PT decidiu apostar em uma candidatura própria. O partido não descarta, no entanto, formar alianças com outros partidos. "Estamos nessa discussão da importância do PT protagonizar outra história, para a gente não ficar refém de decisões de fora do partido e da federação. A gente fez a reunião da Executiva, tiramos uma resolução de colocar uma candidatura própria para discutir", disse a jornalistas a presidente do PT em Minas Gerais, deputada Leninha, durante o seminário "Lula pelas Minas e pelos Gerais", realizado neste sábado (30) em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. O evento, que reuniu em torno de 1.500 pessoas, contou com a participação do presidente nacional do PT, Edinho Silva, e de pré-candidatos a deputados estaduais e federais da legenda. A deputada Leninha disse que o partido continua o diálogo com candidaturas de outras legendas, mas, quer chegar à convenção do partido em julho com um nome do PT para encabeçar a chapa. Segundo Leninha, entre os nomes em avaliação dentro do quatro do partido estão da ex-reitora da UFMG, Sandra Goulart, e do deputado federal Reginaldo Lopes. "Ficamos extremamente felizes com a entrada da Sandra no PT. É uma liderança não só reconhecida em Minas Gerais, é uma liderança conhecida no Brasil inteiro. Ela é uma reitora de muita visibilidade por tudo que ela construiu. É um nome, mas nós temos outros nomes aqui em Minas também", afirmou Edinho Silva. Uma ala do partido defendia o nome da ex-prefeita de Contagem Marília Campos para concorrer ao governo, mas o seu nome foi confirmado no evento de hoje para disputar o Senado. O deputado federal Rogério Correia, outro nome que era ventilado para o governo de Minas Gerais, deve concorrer à reeleição. O presidente nacional do PT disse que, após Pacheco confirmar que não concorrerá ao governo de Minas Gerais, o partido começou o diálogo com partidos aliados e com a direção do PT de Minas Gerais para definir a tática eleitoral. "Minas é um Estado fundamental para a construção da nossa tática nacional. Então, acho que seria um erro se nós agíssemos por impulso, se não considerássemos as principais lideranças de Minas Gerais. E o Rodrigo Pacheco é uma grande liderança em Minas Gerais. Eu acho que foi correto respeitar esse processo e, agora, respeitar a posição dele", afirmou Edinho. Edinho disse que valoriza muito o diálogo com o diretório do PT em Minas Gerais. "Nós queremos ouvir à exaustão o que pensa o PT de Minas Gerais. Porque ninguém conhece melhor Minas do que quem vive em Minas. A posição do PT de Minas Gerais vai ter muito peso para nós, muito", afirmou o presidente nacional do PT. Ele acrescentou que realizou uma reunião com a Executiva estadual na segunda-feira, junto com a bancada federal de Minas Gerais, e que foi decidido de forma conjunta a construção de uma candidatura própria. A Executiva estadual do partido afirmou em resolução distribuída aos militantes neste sábado que é "inadmissível que, em pleno maio de 2026", a legenda esteja "esperando por nomes externos" para encabeçar o palanque local do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Agora o PT tem sua posição, vai negociar a partir da sua posição. Não significa que a gente não mantenha o diálogo com outras lideranças. Nós temos até julho para deliberar sobre uma chapa", afirmou. O presidente nacional do PT disse que continuará conversando com outras legendas. "O PSB é um grande aliado, é o partido do vice-presidente da República [Geraldo Alckmin], precisa ser ouvido. O PDT é um aliado fundamental para nós. Nós temos aliança com o PDT em diversos estados", afirmou Edinho. Edinho tem um encontro neste sábado com o ex-prefeito de Belo Horizonte e pré-candidato ao governo de Minas pelo PDT, Alexandre Kalil. "O Kalil é uma figura que a gente tem muito respeito. É uma liderança que tem que ser respeitada aqui em Minas Gerais por tudo que construiu como prefeito, o papel que cumpriu nas últimas eleições. É uma das lideranças que nós estamos conversando, como estamos conversando com outras", disse. O presidente nacional do PT já teve encontros nesta semana com o empresário e ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Josué Gomes da Silva (PSB), um dos nomes cogitados pelo partido para apoiar em uma eventual candidatura em Minas Gerais. Edinho também conversou com o ex-procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares, e disse que pretende encontrar-se ainda com o ex-vereador Gabriel Azevedo (MDB), pré-candidato ao governo pelo MDB. Leninha disse que a definição de um nome vai depender da disposição do candidato a subir no palanque com Lula. "O Jarbas vai subir no palanque do Lula? O Gabriel vai subir? O Josué a gente já conversou, ele topa. Então, a pergunta principal para nós em Minas é quem vem para o nosso time do Lula?", questionou.
PT pretende lançar candidatura própria ao governo de Minas Gerais
O partido não descarta, no entanto, formar alianças com outros partidos














