Daniel Vorcaro negocia um acordo de delação premiada e uma das contrapartidas costuma ser a devolução de ativos, o que o banqueiro resiste — Foto: Agência O Globo Daniel Vorcaro e seus advogados trabalham para entregar uma nova proposta de delação premiada à Polícia Federal em pouco mais de duas semanas. A defesa pediu para ter acesso por mais horas diárias ao seu cliente na prisão e teve o aval do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, com a concordância da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR). Os advogados solicitaram um regime especial de visitas até a primeira quinzena de junho. A ideia é usar esse tempo para trabalhar nos novos anexos e apresentar uma proposta mais robusta às autoridades até esta data. A primeira documentação levada à PF foi considerada uma “brincadeira” e um material “sem pé nem cabeça” pelos investigadores, que não viram nenhuma relevância e novidade nos temas citados. Depois da negativa da PF, Vorcaro seguiu negociando com a PGR, mas ainda insistia numa "versão light", com contenção de danos. A estratégia dividia alas ligadas ao próprio banqueiro. Com a retomada das negociações na PF, interlocutores de Vorcaro têm feito a promessa de que, desta vez, o banqueiro vai falar, de fato, o que sabe. Envolvidos nas tratativas, porém, avaliam que seu celular ainda é o principal obstáculo para o avanço de um acordo, já que concentra muito material para embasar as investigações.