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Ao centro, na região afectada pela tempestade Kristin, população e autarcas chegam ao início de Junho com o coração nas mãos. “Não há um dia que me deite sem ir ver a meteorologia, com medo do risco de incêndio, e não há um dia que me levante e não vá à porta olhar para as árvores caídas”, diz ao PÚBLICO Rosa Marques, 75 anos, emigrante em França há mais de 50, que agora divide a residência entre os arredores de Paris e o Norte do distrito de Leiria, numa aldeia entre os concelhos de Pombal e Ansião. Desde que soube da tempestade, comprou um bilhete de avião e regressou à aldeia de imediato, para tomar conta dos estragos. Mas não foram esses que lhe tiraram o sono. Parte do telhado danificado, a chaminé partida, foram danos que acabou por reparar com relativa rapidez, cobertos pelo seguro. À volta, as árvores que os bombeiros conseguiram salvar das chamas, em Julho de 2022 (quando um violento incêndio lhe rondou a casa), caíram todas por terra, algumas literalmente arrancadas. E ainda lá estão, quatro meses depois.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.










