Assunto vem sendo acompanhado e ainda há dúvidas sobre quais ferramentas os EUA poderiam usar para interferir no modelo de pagamento e os efeitos em potencial Lula e Trump se reúnem na Casa Branca — Foto: Ricardo Stuckert / PR RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/05/2026 - 16:31 Decisão dos EUA sobre PCC e CV como terroristas preocupa governo Lula e ameaça Pix O governo Lula expressa preocupação com a decisão dos EUA de classificar o PCC e o CV como terroristas, temendo impactos no Pix. Há receio de que alegações americanas sobre o uso do Pix por criminosos possam resultar em sanções financeiras, afetando o sistema bancário. A questão é considerada sensível, com potencial de abalar a soberania brasileira e mobilizar a opinião pública contra interferências externas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teme que a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas traga riscos ao Pix. O receio é relacionado a uma possível alegação por parte de autoridades americanas de que esse tipo de transação facilita a circulação de dinheiro do crime organizado, o que poderia servir de argumento para eventuais sanções a bancos e demais instituições financeiras por onde transitam recursos via Pix. O assunto vem sendo acompanhado de perto e ainda há dúvidas sobre quais ferramentas os EUA poderiam usar para interferir no modelo de pagamento e os efeitos em potencial. Dois ministros ouvidos pelo GLOBO relataram preocupação com o tema. Um deles afirmou que o governo classifica eventuais desdobramentos da decisão dos EUA em relação ao Pix como de “gravidade tremenda. O outro foi além e citou um “risco iminente” para o Pix. A apreensão encontra eco entre os auxiliares mais próximos de Lula no Palácio do Planalto e está baseada no fato de a Casa Branca já ter demonstrado contrariedade sobre o meio de pagamento desenvolvido pelo governo brasileiro. “Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros.” O assunto também deve municiar a discurso de defesa da soberania do país. O sistema de pagamento tem ampla aceitação pela sociedade e é visto como um mecanismo que desburocratiza transações econômicas. O governo fará a disputa política a partir de agora focado na linha de que a família Bolsonaro age contra os interesses nacionais e interferiu para que o governo americano classificasse as facções brasileiras como terroristas. O governo Lula afirmou em nota que rejeita qualquer "interferência" e que a soberania é "inegociável". O texto traz ataques à família Bolsonaro e diz que a medida foi tomada após uma "manipulação política" feita por "falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado" "A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros", diz a nota do Planalto.