O Brasil deve chegar às semifinais da Copa do Mundo deste ano, mas será derrotado pela Argentina e, depois, pela França, ficando em quarto lugar no torneio. Ao menos essa é a visão do Goldman Sachs, que criou um modelo matemático para tentar prever o resultado do mundial de futebol. Em linha com o consenso nas casas de apostas, o banco americano também aposta que a Espanha será a seleção campeã. Goldman projeta derrota do Brasil contra a Argentina na semifinal da Copa do Mundo 2026 — Foto: Christophe Ena/AP Segundo o modelo divulgado em relatório a clientes nesta sexta-feira, a Espanha tem a maior probabilidade (26%) de conquistar o título, seguida pela França, com 19%, Argentina (14%), Brasil (8%) e a Inglaterra (5%). Os economistas liderados por Jan Hatzius afirmam que as chances da Argentina tendem a ser menores pelo fato da seleção ter vencido a última Copa, em 2022. No site de apostas Polymarket, a Espanha e a França estão empatadas como as favoritas para levar o título, com 17% de probabilidade cada. A Inglaterra conta com 11% de chance e Portugal, 10%. O Brasil aparece depois, junto da Argentina, com 9%. A equipe de economistas liderada por Hatzius destaca que o poder estatístico do modelo é limitado, diante da "imprevisibilidade" inerente ao futebol. Mas caso se concretize, a estimativa é de que o Brasil vença o Marrocos, Haiti e a Escócia na fase de grupos e depois supere o Japão, Noruega e Inglaterra no "mata-mata". Ao chegar nas semifinais, no entanto, a seleção enfrenta a Argentina e perde. Na disputa contra o quarto lugar, contra a França, o Brasil também é derrotado, de acordo com os cálculos do Goldman Sachs. A final seria entre a Espanha e a Argentina, e a seleção espanhola conquistaria seu segundo título na história. O modelo matemático estima o número de gols marcados entre as seleções, utilizando todo o histórico de partidas internacionais oficiais desde 1978. Em seguida, os economistas usam dados sobre os principais artilheiros das ligas de futebol nacionais e competições internacionais de clube, na medida em que isso influencia o desempenho das seleções na Copa, além do "momento" da equipe, com base em partidas recentes. Os economistas também destacam o fator "mentalidade", observando que os atuais campeões mundiais normalmente apresentam desempenho abaixo do esperado e constatando que costuma ser mais difícil marcar gols contra equipes europeias. Com a exceção da Inglaterra, eles também apontam que grandes potências do futebol geralmente recebem um "impulso extra" em Copas do Mundo. Além disso, é considerado o "efeito casa" para jogos disputados no país anfitrião. No entanto, eles reconhece que o modelo não considera certos aspectos como condição física, momento individual dos jogadores e a experiência dos treinadores, citando que no caso do Brasil, por exemplo, poderíamos nos surpreender com um "efeito Ancelotti". Além disso, se o mesmo modelo também tivesse sido aplicado antes do início da última Copa do Mundo, o Brasil teria sido apontado como o favorito para vencer, com 24% de probabilidade. A seleção foi eliminada para a Croácia nas quartas de final, mas a segunda favorita nos cálculos, Argentina (21% de chance) foi a vencedora.