O conselho de administração do Universal Music Group rejeitou nesta sexta-feira (29) uma proposta não solicitada de aquisição apresentada pela Pershing Square, empresa de investimentos do bilionário Bill Ackman. Em abril, a Pershing Square havia formalizado uma oferta combinando dinheiro e ações por meio de seu veículo de aquisição, avaliando a Universal Music em cerca de 30,40 euros por ação, o que, segundo cálculos da Reuters, avaliaria o negócio em 55,7 bilhões de euros. A companhia rejeitou a oferta alegando que a proposta “subavalia fundamental e materialmente a Universal Music Group e não entregaria uma criação de valor superior”. A gravadora acrescentou ainda que o negócio “não seria do melhor interesse da Universal Music Group, de seus acionistas, artistas, compositores, funcionários e outras partes interessadas”. A Pershing Square não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters. A Universal Music, empresa por trás de superestrelas internacionais como Taylor Swift, Billie Eilish e Kendrick Lamar, tem planos de transferir a sua listagem de ações de Amsterdã para Nova York. A mudança visa a atrair um número maior de investidores, incluindo fundos de índice, o que, em última análise, deve levar a lucros mais robustos e a uma avaliação de mercado mais elevada. Esta não é a primeira vez que Ackman tenta adquirir a gigante da música. Em 2021, ele buscou o controle da empresa por meio de uma corporação de propósito específico projetada para levar companhias privadas ao mercado público, mas desistiu após escrutínio regulatório nos Estados Unidos. Desde então, a Pershing Square tornou-se uma grande investidora da Universal Music, e Ackman chegou a ocupar uma cadeira no conselho até 2025. — Foto: Bloomberg