Magistrada preside um dos julgamentos mais complexos do Rio, iniciado na última segunda-feira e com previsão prosseguir pelo final de semana Juíza Elizabeth Machado Louro entrou na magistratura há 30 anos — Foto: Ana Branco 23/09/2024 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/05/2026 - 13:48 Juíza do Caso Henry Borel Destaca Papel Feminino em Julgamentos A juíza Elizabeth Machado Louro, à frente do julgamento do Caso Henry Borel, é uma magistrada experiente que iniciou sua carreira em 1996, após atuar na Defensoria Pública. Formada em Direito e Jornalismo, preside o II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Conhecida por sua imparcialidade e compaixão, destaca o papel das mulheres em julgamentos. Ela também participou do documentário "Legítima Defesa", sobre violência doméstica. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A juíza responsável pelo julgamento da morte de Henry Borel, Elizabeth Machado Louro ingressou na magistratura em 1996. Antes, tinha atuado por oito anos na Defensoria Pública. Atualmente preside o II Tribunal do Júri da Capital do Rio de Janeiro. Além do Direito, é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em entrevista ao GLOBO, em setembro de 2024, a experiente magistrada disse que, por vocação, a mulher tem o dever de cuidar, o que faz a diferença na hora de julgar. A reportagem destacava o fato de, pela primeira vez, os quatro tribunais do júri da cidade do Rio estarem sendo presididos por mulheres — Existe esse tabu de que mulher não tem pulso firme para sustentar um julgamento, mantendo a imparcialidade. E a mulher tem aquele pendor para o cuidado, o que faz com que ela tenha compaixão. Qualquer juiz precisa ter compaixão, seja com a vítima ou com o acusado, principalmente em uma sessão de julgamento de feminicídio — destacou na época a magistrada, ressaltando o crescimento desse tipo de crime. Elizabeth Louro preside um dos julgamentos mais complexos do Rio: o da morte do menino Henry Borel, aos 4 anos, em 2021, cuja mãe, a professora Monique Medeiros, e o ex-namorado dela, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, são julgados por um júri popular. Em 2017, ela participou do documentário “Legítima Defesa". A produção documenta o relato de três mulheres vítimas de violência extrema e abuso crescente de seus parceiros, que resulta na morte dos homens pelas companheiras. Em comum nos três relatos, estão o cotidiano de penúria nas comunidades periféricas do Rio e a opressão contínua sofrida pelas esposas e filhos. O desfecho da narrativa, no entanto, é inverso à realidade nacional.